Crise política e eleições praticamente não alteram quadro de filiados dos partidos de Bolsonaro, Rui e Herzem

No início do ano passado, segundo dados obtidos pelo BLOG no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 15 de janeiro de 2018, o PT era o partido com maior quantidade de filiados em Vitória da Conquista, com 2.848 membros. Por incrível que possa parecer, não era o MDB o segundo no ranking, apesar de ter sido o vencedor da eleição de prefeito. Era o PP que vinha em seguida, com 1.997 filiações. Depois dele, o Democratas, com 1.215 participantes. O partido do prefeito Herzem Gusmão vinha em quarto lugar, com 1.015.

No pelotão dos partidos com menos de mil filiados, estavam o PCdoB, com 810 registros; PSDB com 743; PTB e PSB com 604 e 593 filiados, respectivamente; PSC, com 553; PR com 433; PTC, 351 militantes registrados; PRB com 327 membros; PPS, com 195; PSL, com 90, o SD, 14º colocado, com 44; e o PRTB, do vereador Davi Salomão, com 76, agora 77 com a filiação dele para disputar a eleição de deputado federal.

Os números autorizavam a acreditar que a crise que se abate sobre a política brasileira desde 2013 não interferiu nos partidos com atuação em Vitória da Conquista. Os 16 partidos listados, que incluem 14 partidos com vereadores em Vitória da Conquista, mais o PTC e o PSDB, que não têm representantes na Câmara Municipal, somavam 11.894 filiados, menos de 5% do total de eleitores do município. É pouco, mas é acima da média nacional. De janeiro do ano passado para esta data, a variação foi pequena.

O BLOG vai considerar, para efeito de comparação, os três partidos que elegeram os principais cargos executivos: o PSL, que tem Jair Bolsonaro, presidente da República; o PT, que tem Rui Costa, governador do Estado e o MDB, que tem Herzem Gusmão, prefeito de Vitória da Conquista.

Dos três, o PT mantém a primeira posição no ranking de filiados, com 2.838 membros dez a menos do que tinha em janeiro de ano passado (eram 2.848). O PT perdeu 43 filiados depois do dia 30 de outubro de 2016, quando o foi derrotado na eleição de prefeito no 2º turno por Herzem Gusmão. Segundo o registro oficial mais recente do TSE, a última desfiliação no PT de Conquista aconteceu em 4 de abril de 2018. Não há registro de filiação feita de lá até o fim do ano passado.

O MDB, que deixou de usar o P, de partido, em 2018, registrou crescimento desde a lista verificada em 15 de janeiro de 2018. Saiu de 1015 para 1019, mesmo com quatro desfiliações em 2018, como a do ex-candidato a vereador Deocleciano José de Souza Filho, o Ciano de Herzem, que se mudou para o PROS, na tentativa de se eleger deputado federal. Depois da eleição de 2017, o partido ganhou 17 novos membros. A filiação mais recente foi de Rafael Neres Dias, em 7/11/2017. Se houve novas entradas desde então, ainda não consta no TSE.

Já o PSL foi o que mais cresceu. Saiu de 90 membros em janeiro de 2018 para 99, segundo a relação disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral. O partido era um dos que compunham a frente partidária de apoio ao ex-prefeito Guilherme Menezes e a entrada e saída de filiados se dava em razão de cálculos eleitorais. Só nos dias 30 e 31 de novembro de 2011, quando os partidos se ajeitavam visando a eleição do ano seguinte, ocorreram 80 desfiliações no PSL. Dos novos membros que entraram, oito se filiaram no ano passado, antes da eleição que levou Bolsonaro ao Planalto. A outra filiação se deu em novembro de 2017 e não constava da relação do TSE de janeiro de 2018.

Como se vê, o crescimento dos dois partidos vencedores nos níveis nacional e municipal, foi muito tímido, embora no caso do PSL de Bolsonaro represente 10% a mais. Tampouco a sangria que se esperava no PT do ex-presidente Lula e do governador Rui Costa aconteceu, como também não se verificou uma busca pelo partido, como o partido divulgou ter ocorrido em nível nacional.

A filiação de novos membros, no geral, e com destaque para Vitória da Conquista, é uma meta dos partidos apenas nas vésperas de eleições municipais, no recrutamento de candidatos a vereador, ou, no caso dos partidos que têm diretório, quando interessados na direção partidária arregimentam novos membros visando a disputa interna. Em Conquista apenas PT, PSB e MDB têm diretórios municipais eleitos, os demais têm comissões provisórias indicadas pelo diretório estadual.

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