Professores da Uesb aprovam greve e aulas serão suspensas a partir de terça-feira

Por 100 votos a favor, 39 contra e 10 abstenções, a assembleia de professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia aprovou a greve da categoria. Agora, a Associação dos Docentes (Adusb) terá até 72 horas para informar a decisão oficialmente à instituição e à comunidade acadêmica, assim, as aulas serão suspensas nos três campi (Conquista, Jequié e Itapetinga) na terça-feira (9). Na segunda, haverá uma reunião do Fórum das Associações dos Docentes com representantes do governo do Estado.

Também os professores da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) decidiram entrar em greve na tarde desta quinta-feira, pelo placar de 141 votos a favor e 62 contra. Já docentes da Universidade de Santa Cruz, por 54 votos pela greve agora e 114 contra, optaram por esperar resultado de uma reunião marcada para segunda-feira (8) com um grupo representativo do governo do Estado. A Uesc mantém o estado de greve.

Professores da Uefs de Feira de Santana também entraram em greve, mas o BLOG não conseguiu o resultado da votação.

Veja os dez motivos apresentados pelos professores para a greve dos professores das estaduais:

1. Os salários dos docentes estão congelados há quatro anos. São quase 30% em perdas salariais. O custo de vida aumenta, mas o dinheiro continua o mesmo.

2. 73 professores da Uesb aguardam promoção na carreira, um direito garantido por lei.

3. São 42 mudanças de regime de trabalho negadas na Uesb, mesmo com decisão judicial favorável aos docentes.

4. O governo repassou apenas 4,45% da receita líquida de impostos (RLI) para as Universidades Estaduais da Bahia em 2018. É o menor percentual desde 2015.

5. A contribuição previdenciária foi elevada de 12% para 14%, reduzindo ainda mais os salários.

6. O PREVBAHIA foi criado e extinguiu a aposentadoria integral na Bahia, limitando o valor ao teto do INSS. O Estado não garante o pagamento das aposentadorias do PREVBAHIA se o fundo quebrar.

7. O contingenciamento das verbas de manutenção, investimento e custeio da Uesb passou de 1% em 2015 para 19% em 2018. Mais de R$ 11 milhões deixaram de chegar na Universidade só no ano passado.

8. A licença sabática foi extinta pela mesma lei que acabou com a licença prêmio para os novos servidores do Estado.

9. A carga horária mínima em sala de aula no regime de dedicação exclusiva para quem faz pesquisa e extensão foi ampliada de 8h para 12h.

10. O Movimento Docente há três anos tenta negociar com o governo sem resultados. Paralisações, atos públicos, diálogo com deputados, envio de documentos, campanha de mídia, mediação do arcebispo primaz do Brasil e outras tantas ações foram feitas, porém o silêncio do governo continua.


FOTO DESTAQUE: @siteavoador

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