Em 271 municípios | Embasa diz que dados de ONG sobre contaminação de água por agrotóxicos não procedem
A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) diz que a divulgação de estudo feito pela ONG Repórter Brasil e a organização suíça Public Eye, sobre a contaminação por agrotóxicos da água consumida em 65% cidades baiana, contém uma interpretação errada dos dados. A empresa afirma que não é informado que os níveis detectados nas amostras dos municípios citados estão bem abaixo do valor máximo permitido (VMP) pelo Ministério da Saúde. As análises foram registradas entre 2014 e 2017 no Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano).
Segundo a Embasa, no período considerado na investigação, os equipamentos e procedimentos utilizados nas análises feitas por ela indicavam com precisão a presença quase nula, ou em concentração inferior ao VMP, de 23 das 27 substâncias de agrotóxicos monitoradas nas análises. Para as outras quatro substâncias, o nível de precisão era mais baixo.
Em 2018, porém, continua a empresa baiana, laboratórios de terceiros foram contratados para verificar com mais precisão a presença dessas quatro substâncias e os resultados, já disponíveis no Sisagua, atestam que a água distribuída pela empresa está em conformidade com a Portaria de Consolidação nº 5 de 2017, norma que determina os parâmetros de potabilidade da água no Brasil.
Sem considerar essa informação, a ONG Repórter Brasil e a Public Eye afirmam que a água de alguns municípios baianos está com presença de agrotóxicos acima do nível permitido. No entanto, a partir de 2018, foi possível comprovar que todas as 27 substâncias estavam em total conformidade com o exigido pelo Ministério da Saúde, afirma a Embasa.
Para acompanhar os aperfeiçoamentos ocorridos, nos últimos anos, no método de controle da qualidade da água, a Embasa tem investido na aquisição de equipamentos de alta precisão para fornecer informações com alto grau de confiabilidade e, assim, contribuir para o fortalecimento da rede de segurança da água para consumo humano existente no país.
COM TEXTO DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA EMBASA




