Assembleia de estudantes da Uesb decide por paralisação até o dia 3 de julho
Em assembleia extraordinária realizada na tarde de ontem (segunda-feira, 17) no campus de Vitória da Conquista, estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) decidiram fazer uma paralisação a partir desta terça-feira até o dia 29 de junho, retornando às aulas somente no dia 3 de julho, após o feriado de Independência da Bahia (2 de Julho).
O Diretório Central dos Estudantes (DCE), Gestão Kamayurá, justifica a greve em nota, explicando que “dentre os motivos que levaram a essa decisão coletiva está o fato de o calendário aprovado ad referendum pela reitoria da universidade não levar em consideração a realidade dos estudantes que moram em outras cidades e que viriam a ter que gastos exorbitantes com passagens devido à quantidade de intervalos e feriados no período de dias de aulas dos dias 17 de junho ao dia 03 de julho”.
O DCE também alega que os ônibus contratados por prefeituras ou associações para o transportes dos estudantes de suas cidades até Vitória da Conquista, não trabalharão durante o recesso Junino, impedindo os estudantes sem condições de se locomover até a universidade. Uma outra questão apresentada pela plenária é a situação dos discentes que participam do Programa de Iniciação à Docência (PIBID) que seguem o calendário das escolas estaduais e não terão recesso no final do semestre de 2018.2 e começo 2019.1, sendo este o único período possível para as suas férias.
A nota do diretório central encerra solicitando que os colegiados de cada curso da Uesb acatem a decisão da assembleia, por ser soberana quando se trata de assuntos dessa natureza referente aos estudantes. “Isso posto, e tendo em vista que, de acordo com o Estatuto do DCE, a assembleia estudantil é soberana no que tange às decisões que concernem aos discentes, nós solicitamos que os colegiados acatem o posicionamento da assembleia discente, haja vista a autonomia da categoria de se organizar e paralisar as atividades quando estas ações são necessárias”, pontua o DCE.
Antes, os estudantes da Uesb de Itapetinga e o Centro Acadêmico Livre de Engenharia Agronômica, de Vitória da Conquista, já haviam decidido pela paralisação com retorno previsto para o dia 25. Os CAs de História e Direito também se manifestaram protestando contra a decisão de reinício das aulas, considerada desrespeitosa com os estudantes por conta da dificuldade de deslocamento e quem tinha passado o período de greve em suas cidades de origem. A greve dos professores, que durou mais de dois meses terminou no meio da semana passada e a volta às aulas foi marcada para a segunda.
Calcula-se que cerca de 40% dos estudantes de Vitória da Conquista venham de outros municípios. Os centros acadêmicos também levaram em conta o fato de quinta-feira (20) e segunda-feira (24) são feriados, criando ainda mais transtornos para os estudantes.
Atualização – No fechamento desta matéria o BLOG recebeu a informação de que o Centro Acadêmico de Letras não aceita a paralisação até o dia 3 de julho. Embora a assembleia seja soberana, há a possibilidade de outros centros acadêmicos se manifestarem, apoiando a paralisação, mas, reivindicando o retorno às aulas no dia 25.
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