Preso na sala de desembarque | Uma situação inusitada no aeroporto de Petrolina
No sábado (29), às 18 horas, desembarquei no aeroporto Senador Nilo Coelho, inaugurando a linha Vitória da Conquista – Petrolina, da Passaredo. Sem mala para esperar, passei direto para o banheiro. Quando saí, cinco minutos depois, me vi em uma sala de desembarque fechada, às escuras. Simplesmente, alguém me trancou ali dentro. Passei a fazer barulho, bater na porta de saída, gritar pedindo ajuda. Fui para perto da porta de entrada, das janelas de vidro, acenando, fazendo movimentos para tentar chamar a atenção de quem estivesse do lado de fora.
Por cerca de 10 minutos aguardei que alguém aparecesse, até que uma pessoa que estava no saguão ouviu as batidas na porta, se aproximou e disse que chamaria o vigia para abrir. Depois de 15 minutos, lá estava um simpático segurança, suado e visivelmente constrangido, mas muito educado, me explicando que o rapaz que recolhe os carrinhos travou a porta depois que guardou os últimos. Disse que não era ele o responsável por aquela parte e que não podia cuidar de tudo sozinho. O segurança deixou claro que ele era o único que vigiava o aeroporto naquele momento.
Disse a ele que fiz movimentos sob a câmera, tentei chamar a atenção de quem monitorava o espaço e perguntei se as câmeras estavam funcionando. Meio sem convicção, ele disse que sim, que as câmeras estavam filmando, mas que ninguém estava vendo, que não tem no aeroporto uma pessoa que fica monitorando o que acontece nos diversos espaços do equipamento. Eu comentei que aquilo era contrário ao que se espera, já que as câmeras serviriam para evitar práticas ilegais no momento em que acontecessem. Ele respondeu apenas como um “pois é”.
Eu duvido que aquelas câmeras estivam funcionando. E fiquei espantado por ver que um aeroporto daquele tamanho, em uma cidade da importância de Petrolina, tenha (ou tivesse naquele momento) apenas um ou dois seguranças. Sugiro que não travem mais a porta automática da sala de desembarque. Se ela tem movimento apenas de dentro para fora, não precisa travar. Pode ser que mais alguém precise se demorar um pouco mais no banheiro e acabe trancado na sala de desembarque. Pode ser alguém que não aguente o susto.






Que situação. Se isso acontece comigo,
ficaria sentado à espera de alguém.
Sempre haverá alguém passando perto. Chamar ajuda.