‘A mãe tá on’ | Vice dos sonhos dos demais pré-candidatos, Lúcia Rocha mantém frente nas pesquisas e garante que será candidata a prefeita

‘A mãe tá on’ | Vice dos sonhos dos demais pré-candidatos, Lúcia Rocha mantém frente nas pesquisas e garante que será candidata a prefeita

No meio político, em Vitória da Conquista ou na capital do estado, a aposta mais alta é de que a vereadora Lúcia Rocha não será candidata a prefeita, embora se comente que nas pesquisas de intenção de voto ela esteja à frente dos demais nomes que se apresentam como pré-candidatos.

Ao falar em meio político, no entanto, deve-se deixar de fora da lista Lúcio Vieira Lima, presidente de honra do MDB, partido de Lúcia Rocha. A cada entrevista que Lúcio dá, ele é enfático: não há possibilidade de a vereadora não se confirmar candidata a prefeita de Conquista. “Tirem o cavalo da chuva!”.

Em entrevistas, esta semana, ele reclamou que a imprensa quer desgastar a eventual candidatura de Lúcia a prefeita ao insistirem que ela deve ser vice na chapa do candidato petista, Waldenor Pereira. E Lúcio acha que a especulação pode mesmo desgastar a ideia da candidatura a prefeita. “Insistem em ficar dizendo que Lúcia vai ser vice, para tentar desgastar a candidatura dela – o que vai!”.

Mas o líder do MDB baiano garante que ele não abre mão da candidatura de sua aliada e argumenta que ela tem o dobro das intenções de votos de Waldenor, por exemplo. “Toda hora eu recebo pesquisa de Vitória da Conquista, é 2 para 1, como eu vou abrir mão de uma candidatura que tem o dobro da intenção de voto, para uma que tem metade ou menos que a metade?”, bradou Lúcio Vieira Lima.

O fato é que Lúcio – que tem andando longe de Conquista e mais perto de Itabuna – sabe que os ambientes políticos em Vitória da Conquista e Salvador são diferentes e para que a candidatura de Lúcia decole não basta ele dizer “quer queira, quer não”. A vereadora aparece com números acima de 30% nas pesquisas feitas no município, mas não aglutina, sequer, os vereadores do seu partido. O irmão mais novo dos Vieira Lima sabe que uma candidatura a prefeito para ser viável no decorrer do tempo e não desidratar, precisa, além de votos, de uma estrutura no seu entorno.

Com os percentuais que aparecem junto com o nome dela nos relatórios de pesquisa eleitoral, desses que mostram o potencial de sucesso ou antecipam o naufrágio dos pretensos candidatos, Lúcia Rocha é desejada como vice-prefeita na chapa por quase todos os que se colocam como pré-candidatos, mesmo os que não confessam isso. História, nome formado e carisma ela tem para justificar essa condição de noiva cobiçada. São 31 anos de política, relacionamento prolongado com o eleitorado; oito mandatos de vereadora, incluindo a presidência da Câmara; três excelentes votações locais para deputada. E sempre do mesmo jeito, simples e constante.

E agora, enquanto seu nome é debatido em reuniões de políticos, corredores de repartições, salas da prefeitura, gabinetes da Câmara de Vereadores e mesas de bar, Lúcia Rocha sabendo que pode ser candidata a vice ou a prefeita, porém não mais a vereadora, vai fazendo a parte dela. Esbanja simpatia em contato com a população, gasta sola de sandália e horas úteis nos bairros, na zona rural, nos eventos religiosos, festejos pagãos, almoços, ora dizendo que a localidade precisa de uma obra ou serviço, ora apenas fazendo festa ou distribuindo abraços, afirmando que a ‘mãe está on’ e tem muita energia.

A questão é: os arroubos de Lúcio Vieira Lima teriam a capacidade de, sozinhos, recarregar as baterias dela na hora que precisar?

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