Árvore centenária da Vítor Brito arrancada pela chuva poderá sobreviver e ainda virar centenas de exemplares, diz Semma
Uma das consequências da insistente chuva que vai e volta em Vitória da Conquista nas últimas semanas são galhos arrancados ou árvores caídas. No mês de janeiro, vários pés de eucalipto tombaram em pontos da cidade, como no Cemitério da Saudade e nos arredores do estádio Lomanto Júnior. Na quarta-feira (21), um pé de umbu-cajá, uma árvore híbrida nativa do Brasil, perdeu a maior parte de sua estrutura e a copa.
A árvore, com idade calculada em cerca de 170 anos, é tombada como patrimônio ambiental do município desde 2018. O incidente comoveu ambientalistas e quem já estava acostumado a apreciar a bela árvore, um dos destaques da praça, que é uma das mais bonitas de Conquista.
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), o pé de umbu-cajá se rompeu e tombou, mas não teve suas raízes arrancadas e o tronco principal ainda ficou inteiro, apesar de danificado. A secretária Ana Cláudia Passos explica que a equipe da Semma teve todo cuidado no corte e separação dos galhos caídos, pensando em manter viva a árvore centenária. “A gente vai fazer só um corte no tronco principal, que a gente chama de ‘corte em bisel’, que é para ela poder rebrotar, aquela árvore tem aproximadamente 170 anos”, disse Ana Cláudia ao BLOG.






Na avaliação da Semma, alguns fatores ajudaram a causar a queda do pé de umbu-cajá, primeiro seria a existência de uma colmeia de abelhas no interior do tronco, e na sequência, a força da chuva de muitas horas na região, durante a noite de quarta e na madrugada de quinta-feira. A árvore, que já estava fragilizada pela presença da colmeia, não suportou.
Além de fazer todo o esforço para dar sobrevida ao umbu-cajá da Praça Vítor Brito, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já está preparando mudas da planta para levar a outras praças do município e distribuir com moradores interessados em fazer o plantio nas suas ruas. “Nós retiramos mais ou menos cinco caminhões de galhos e folhas, com bastante material para produção de mudas, para espalhar pela cidade e doar para a população”, anunciou a secretária da Semma.

Ana Cláudia ressalta que a árvore pode rebrotar, mas não pode dar certeza total. “Vamos fazer uma tentativa de ela rebrotar, o tronco principal foi danificado, mas como está inteiro ainda, então a gente vai fazer tudo para não perder ela, que já era uma árvore símbolo na nossa cidade”, concluiu a secretária municipal do Meio Ambiente.




Uma curiosidade que sempre tive sobre essa CAJARANA, da Victor Brito, é que a frutificação dela é perene. Pois sempre que passo por lá, observo frutos em diversas fases e flores. Algum agrônomo de plantão pode explicar esse fenômeno? Lamentável a queda deste símbolo de Conquista, espero que a mesma não seja erradicada.