Não há pesquisa registrada sobre o cenário eleitoral de Conquista. Quem fez guarda a sete chaves, mas há sinais

Não há pesquisa registrada sobre o cenário eleitoral de Conquista. Quem fez guarda a sete chaves, mas há sinais

Nenhuma pesquisa de intenção de voto feita em Vitória da Conquista foi registrada na Justiça Eleitoral, como manda a lei se o levantamento foi feito para divulgação. A situação é a mesma nos demais grandes centros da Bahia, à exceção da capital, que teve uma pesquisa do Instituto Paraná registrada no dia 18 de janeiro. Mas, isso não significa que as pesquisas não estão sendo feitas. Só entre a primeira e a terceira semanas de fevereiro pelo menos quatro empresas realizaram levantamentos ouvindo a população, na forma presencial ou telefônica.

Quem está na frente? Se soubéssemos não poderíamos publicar porque a legislação proíbe e a multa é alta. Mas, os pré-candidatos sabem. Pelo menos Lúcia Rocha, do MDB, Sheila Lemos, do União, e Waldenor Pereira, do PT, têm pesquisas recentes que dão uma ideia de quem está subindo, quem estacionou e quem desceu. O que podemos dizer, do pouco que sabemos, é que houve significativas alterações em relação aos números de janeiro. E antes de terminar o artigo, vamos esclarecer, para não dar azo a teorias conspiratórias, que a ordem em que os nomes estão apresentados neste parágrafo não significa nada, a não ser que estão em ordem alfabética.

No meio politico e entre profissionais que trabalham com campanhas, existe uma interpretação para a manutenção do segredo dos números das pesquisas eleitorais: quem fez não está tão bem, por isso não registra e não divulga amplamente. Pode ser até que o pré-candidato ou a pré-candidata esteja à frente dos demais, porém, a diferença é tão pequena que não ‘vai vender’ bem o candidato ou a candidata e ainda vai dar elementos para que o adversário se posicione, mude táticas, etc. Simplesmente porque a pesquisa registrada precisa disponibilizar todos os dados levantados, inclusive, em caso de suspeita de fraude, ao sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo.

Por isso, a pesquisa, a essa altura, serve mais como ferramenta interna de direcionamento, estratégias e elemento de convencimento de eventuais apoiadores, financiadores e lideranças mais céticas, e nas conversas para formação de coligação e até escolha de vice. Mas, tudo isso a portas fechadas, para manter os números guardados a sete chaves. É verdade que algumas dessas pesquisas vazam, algumas por acidente e outras deliberadamente e nós, a imprensa e os eleitores sem vínculos íntimos com os partidos ou as pré-campanhas, ficamos esperando que nos caia em mãos algum elemento da pesquisa, nem que seja o placar: quem está ganhando?

Enquanto isso não acontece, vamos prestando atenção nos sinais. Você está vendo o quê?

Foto: Reprodução do site preparaenem.

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