A importância de ACM Neto nas articulações político-eleitorais da prefeita Sheila Lemos

A importância de ACM Neto nas articulações político-eleitorais da prefeita Sheila Lemos

Não sabemos se dizem a ela, mas uma das coisas que mais se ouve na cidade sobre o grupo da prefeita Sheila Lemos é que se trata “de um pessoal ruim de política, sem a ‘pegada’ necessária em um ano eleitoral, com raríssimas exceções”. Entretanto, diz-se que Sheila tem feito articulações ‘de gente grande’ para ganhar tônus eleitoral para a difícil campanha que se avizinha, apesar de sheilistas empolgados já não falarem mais em dificuldade e passarem a apostar em vitória no primeiro turno. (Atenção: eles, os sheilistas, não o editor do BLOG).

Diante das críticas feitas à pequena expertise em politica e eleições de seu time da gestão municipal e dos resultados que a prefeita tem obtido nas articulações político-partidárias, a pergunta é: Quem inspira, então, a prefeita nesses movimentos, se ela não teria um grupo experiente a quem ouvir? Quem ‘mentora’ Sheila, como perguntaria a secretária Geanne Oliveira?

Na opinião do BLOG, a resposta óbvia está a 518 quilômetros de distância por rodovia e a cerca de uma hora de avião, na capital da Bahia, ou na sede do Instituto Índigo, na Asa Sul, em Brasília, e atende pelo nome ACM Neto. Desde 2017, quando decidia se concorreria a deputada estadual ou federal no ano seguinte, Sheila se aconselha com o ex-prefeito de Salvador.

Na eleição de 2020, a relação dos dois se estreitou – embora o contato maior dele fosse com Herzem Gusmão – e ficou mais amiúde em 2022, quando se estabeleceu entre Neto e Sheila, mais que uma relação partidária, uma amizade. Ressalte-se o empenho dela na campanha do candidato do União Brasil, que venceu no município, o governador eleito nos dois turnos, tendo obtido no segundo turno mais votos até que o presidente eleito, com 119.665 votos, enquanto Lula teve 111.892 e Jerônimo Rodrigues 82.995.

Nota: Esse feito de Neto não foi inédito. Em 2010, com 67.693 votos, Jaques Wagner ‘deu uma surra’ em Paulo Souto (39.275) e ao mesmo tempo em José Serra (59.420 votos) e Dilma Rousseff (56.780), que, aliás, perdeu para o tucano nos dois turnos.

Hoje, quando as coisas apertam e se sente confusa, a prefeita de Vitória da Conquista liga para Neto ou ‘dá um pulinho’ em um dos escritórios onde ele atende, seja em Salvador ou na capital federal. Mais que gratidão, pode-se ver na disponibilidade de ACM um gesto estratégico. Ele pretende ser candidato a governador de novo em 2026 e sabe que terá uma largada (e uma chegada) mais tranquila se contar com o poder municipal no terceiro colégio eleitoral da Bahia. Como se diz, ‘uma mão lava a outra’.

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