Irmão de Herzem, Edilson Gusmão, fala duro contra partidos da direita e explica apoio a Lúcia, do MDB
Nesta quinta-feira (4), Lúcia Rocha, pré-candidata do MDB a prefeita de Vitória da Conquista postou em suas redes sociais vídeos e fotos em que aparece acompanhada do pré-candidato a vice-prefeito, Delegado Marcus Vinicius e do irmão do falecido prefeito Herzem Gusmão, Edilson, além da filha dele, Carla e do genro, Flaucídio da Silva Neto, membro da comisso provisória do Podemos, partido de Marcus. Não demorou para que surgissem memes usando montagem do sinal de L, de Lula, sobre as fotos de Lúcia e do seu vice e frases como “eu sou direita raiz, kkk”.
Em mensagens de áudio ao BLOG, Edilson faz um desabafo, diz que os partidos de direita tratam Conquista como província, acusa lideranças de terem se “prostrado” para a prefeita Sheila Lemos e explica porque está apoiando Lúcia.
Segundo ele, desde o início a ideia era ficar no PL e apoiar uma candidatura própria para prefeito, porque “Conquista merecia uma candidatura própria para amparar os patriotas. Não aconteceu”. Edilson conta que acertou tudo com o ex-ministro de Bolsonaro, João Roma, tendo indicado Washington (Rodrigues), Humberto Pinheiro, Ariana (Mota), e a filha dele, Carla para compor a comissão provisória, mas percebeu que havia uma movimentação para o PL apoiar a prefeita Sheila Lemos. Edilson diz que Roma “não bota a cara, fica escondido”, mas decidiu entregar o partido ao vereador Ivan Cordeiro, que Edilson diz não ter um histórico muito bom com a direita.
“Depois que nós saímos, o PL hoje não tem um nome de direita. Se eles quisessem lançar um nome para ser vice de Sheila o PL ia colocar quem? Quem eu deixei lá? Deixei o Washington, eles já botaram pra correr também, foi para o Republicanos e que agora diz que vai ser candidato a vereador, ele que pretendia ser candidato a prefeito e também se prostrou para Sheila, inexplicavelmente, não sei o que aconteceu”, disse.
Edilson também passou pelo Republicanos e fala que só saiu porque o partido optou por não ter candidato próprio à Prefeitura de Conquista. “Tínhamos pretensões de lançar a candidatura própria, sim, com muita força. A direita de conquista vibrou com aquela ação nossa. Aí, de repente, eu sou chamado numa reunião para me dizerem que o Republicanos iria andar com a prefeita, bater continência e tentar fazer um vereador, ou nenhum, como é agora”, conta.
Para o irmão de Herzem, esses grandes partidos a nível nacional tem maltratado Vitória da Conquista. “Conquista não pode ser tratada a vida inteira como uma província. Estou aqui à disposição e não sou de retroceder, só que me deixaram sem partido. Inexplicavelmente, o PL ficou com Sheila, o Republicanos também e até o PP, que a gente pretendia lançar uma candidatura junto com o apoio do [deputado federal] Cajado, é lógico, mas Cajado já havia avisado que ele estava numa queda de braço com o Cacá Leão, com João Leão, com os leões lá. Então ele perdeu essa queda de braço e nós ficamos sem partido”, narra Edilson, que garante que vai continuar lutando para impedir a eleição da prefeita ou a volta do PT ao poder em Conquista.

Sobre Lúcia Rocha, ele diz que recebeu convite do MDB, depois de ficar sem partido, e para não ficar em casa “esperando o mar pegar fogo pra comer peixe assado”, optou por reunir os seguidores para fortalecer Lúcia, “no 15, no MDB de Herzem”. Na visão de Edilson Gusmão, eles podem fazer um MDB municipal forte e carregando a bandeira do Brasil. “Uma bandeira dos conservadores, porque o candidato do PT aqui é o 13, é Waldenor. O MDB torna a levantar uma bandeira, assim como Herzem fez”.
Para justificar seu pensamento, ele conta que em uma convenção estadual do MDB da qual participou, Herzem reagiu à movimentação do partido na direção da candidatura de Dilma Rousseff à presidência e que o sentimento é o mesmo agora. Eu me lembro que já tinha muita decepção com PFL, com DEM, com PSDB, muita decepção, então nós fomos para o MDB. E lá em Salvador, eles iriam anunciar que o MDB iria apoiar a candidatura de Dilma. Já tinha um outdoor grande no espaço, com Dilma e Lula. E ali, Herzem botou o pé na parede, eles queriam que Herzem subisse no palanque, mas nós voltamos da porta, não aconteceu”.
Edilson afirma que Herzem rejeitou por completo qualquer união com a esquerda e com essa atitude fez o MDB conquistense forte, respeitado na Bahia e no Brasil: “Aquilo foi um um fato histórico. Isso nos deixa muito tranquilos para voltar a levantar essa bandeira do 15, do MDB do município, que, com certeza, poderá fazer um grande trabalho defendendo a nossa querida Vitória da Conquista. E sobre essa campanha que estão fazendo com fotos nossas e memes tentando desqualificar nossa decisão, na hora certa iremos tornar a cidade ciente da verdade”, prometeu.
Fotos: Reproduções de vídeo do Instagram de Lúcia Rocha


