Xangai universal – como a arte, e cidadão de Salvador
Pessoalmente, fico incomodado quando, em matérias jornalísticas, discursos ou nas aborrecidas apresentações de cerimonialistas, escrevem ou falam ‘artista da terra’ , referindo-se, em geral, a um cantor ou cantora. Como diz meu amigo jornalista Carlos Ribas, ele mesmo um artista do teatro, artista da terra é minhoca ou formiga. Sendo a arte universal, o é também o artista.
Para mim, há uma hipótese em que a menção de um artista como da terra não está errada, é quando é uma identificação de pertencimento, do orgulho de ter alguém do lugar fazendo arte e sucesso. Por exemplo, sou orgulhoso de morar na mesma cidade que Elomar, um filho desta terra, um artista deste lugar.

Essa introdução é a propósito de informar que o nosso querido Eugênio Avelino, Xangai, conquistense descendente de João Gonçalves da Costa, chefe da expedição dos bandeirantes que fundaram o Arraial da Conquista, receberá o título de Cidadão Soteropolitano.
A honraria foi indicada pelo vereador Augusto Vasconcelos e aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Salvador.
Xangai está na Wikipedia como tendo nascido em Itapebi, no extremo-sul da Bahia, mas é de Vitória da Conquista, de origem, e do mundo pela extensão da sua arte, de seu amor pela cultura e da sua voz que canta o Brasil mais brasileiro, Nordeste, o sertão, a caatinga, as matas, os rios, as serras, os descampados, estrelas, vagalumes, gente, poesia, amor.
Augusto Vasconcelos resume o sentimento de prestar a homenagem ao cantador de todas as terras: “Muito orgulho poder fazer parte desse momento.”


