Com 150 candidatos nascidos em outras cidades, diversidade populacional se manifesta na eleição de Conquista

Com 150 candidatos nascidos em outras cidades, diversidade populacional se manifesta na eleição de Conquista

Contando os candidatos a prefeito e a vice, Vitória da Conquista tem, até agora, 360 pessoas concorrendo oficialmente às eleições. São quatro na busca pelo cargo máximo do município, quatro completando as chapas como vices e 352 em campanha por uma cadeira na Câmara de Vereadores (relação do TSE mostra 357, mas tem cinco inaptos). Dos 360 candidatos, 150, o equivalente a 41,66%, nasceram em outras cidades, e 210 (58,33%) são conquistenses natos.

No caso da eleição majoritária: a maioria dos candidatos nasceu em outras cidades. Entre os que disputam o cargo de prefeito, Waldenor Pereira (PT) é de Caculé e Lúcia Rocha (MDB) é de Aquidabã, no estado de Sergipe. De Vitória da Conquista são Sheila Lemos (União) e Doutor Marcos Adriano (Avante). Já os vices, todos nasceram em outras cidades: Doutor Alan (Republicanos) é de Ibiassucê; Luciana Silva (PSB) é de Itabuna; Delegado Marcus Vinicius (Podemos) é de São Paulo; e Ariana Mota (Avante) nasceu em Tauá (CE).

Segundo os dados obtidos no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 352 candidatos a vereador, 208, equivalente a 59,09%, nasceram em Vitória da Conquista, e 144, ou 40,90%, em outras cidades.

São 231 homens e 121 mulheres em busca de um mandato de vereador. Entre os candidatos dos sexo masculino, 57,14% (132) nasceram em Conquista e 42,85% (99) em outras cidades. Das 121 candidatas, 76 têm Vitória da Conquista como terra natal, equivalente a 62,80% do total, e 45 (37,19%) nasceram em outras cidades. Uma candidata nasceu em outro país: Cabo Verde, no continente africano.

Os percentuais conhecidos confirmam a diversidade populacional de Conquista, considerando a origem das pessoas que residem na cidade. Apontam para o fim no nativismo político-eleitoral do qual alguns candidatos se utilizaram até eleições recentes, como se ser “conquistense da gema” atribuísse qualidades maiores do que possuem os que chegaram depois.

Costumamos dizer que Conquista é cosmopolita, termo que não cabe, dado que essa definição é para as metrópoles onde moram pessoas de outros países e acabam por incorporar ao cotidiano do lugar culturas diversas, como culinária, artes, modos de vestir, arquitetura, e até alterando o jeito das pessoas se comunicarem.

Os dados, contudo, não apenas referentes à eleição, mas do que se registra nas empresas, nos ambientes escolares, etc., mostram que Vitória da Conquista é múltipla no seu povo, com a integração dos que chegam aos que aqui nasceram.

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