Presidente da CDL diz que furtos em lojas são questão social e anuncia segurança privada para o comércio
“São pessoas que estão passando por uma fase de rua, nós temos que desenvolver um trabalho social para tirar essas pessoas da rua, levar um acolhimento para essas pessoas, é nisso que também estamos trabalhando. Sabemos que não é um crime organizado que está trabalhando”, a fala é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória da Conquista, Márcio Pedro Costa, ao se referir ao surto de furtos de lojas da cidade, ocorridos durante a noite.
Ao Blog do Sena, Márcio afirmou que os ladrões conseguem entrar nas lojas usando pedras para quebrar portas e vidraças, causando prejuízo e transtorno “para suprir uma necessidade momentânea deles”. Ele diz que a entidade vai desenvolver um trabalho social visando acabar ou reduzir as ações. “A polícia realmente conduz, mas temos que fazer um trabalho social, junto e em parceria com todas as instituições para resolver essa situação”, propôs.

Apesar de avaliar como um problema de caráter social, que pode ser enfrentado com ações de assistência e acolhimento, presidente da CDL informa que tem conversado com os órgãos de segurança, a exemplo da Polícia Militar: “Nós estamos realmente desenvolvendo um trabalho. Na última quarta-feira, nós tivemos uma reunião com o Comandante da 77ª CIPM, o major Gilberto, que está muito disposto a desenvolver um trabalho muito bacana”.
Márcio Pedro disse que também esteve na Polícia Civil tratando do tema. “Estamos em contato com a Delegacia de Furtos e Roubos, tive uma reunião com o nosso delegado Odilson Pereira, que também tem trabalhado, tem desenvolvido projetos”, contou.
Segundo a entrevista do presidente da CDL ao Blog do Sena, nos últimos dias, a Polícia Militar realizou a prisão de vários suspeitos de furto qualificado. No entanto, apesar do trabalho da PM, após audiência de custódia, eles são liberados e voltam às ruas. A maioria deles, são pessoas em situação de rua. “Ocorre que a Polícia Militar realmente conduz esses meliantes para a delegacia. Só que como se trata de furto qualificado, então, infelizmente, de acordo com a Justiça, eles não ficam presos durante muito tempo. Geralmente são pessoas em situação de rua”.
Ao mesmo tempo que destaca a importância da ação social como uma solução para o problema e busca com as polícias um trabalho efetivo de prevenção, o dirigente da CDL articula a adesão dos lojistas a um contrato de segurança privativa. De acordo com Márcio Pedro, a CDL está fazendo uma parceria com uma empresa de segurança patrimonial privada que vai colocar equipamentos de vigilância de qualidade, com uma ronda específica e baixo custo para os lojistas que aderirem. “É uma parceria entre a CDL e a empresa privada para trazer esse retorno e evitar esses tipos de transtornos. Ou seja, estamos trabalhando”.




