Mais de dez anos depois de comprado pela Prefeitura, Cine Madrigal ganha movimento por sua revitalização para a cultura

Mais de dez anos depois de comprado pela Prefeitura, Cine Madrigal ganha movimento por sua revitalização para a cultura

O Cine Madrigal foi fechado pelos donos em 30 de julho de 2007. Ali, por 39 anos, desde 22 de maio de 1968, com a exibição de “A noite dos generais”, filme inglês dirigido por Anatole Litvak (1902-1974), foram projetadas as principais produções do cinema nacional e internacional. A razão alegada para o seu fechamento foi a falta de público suficiente para manter a rentabilidade. Era a época da transição dos filmes em VHS para DVD, disponíveis nas locadoras.

Mas, se o público não era o mesmo dos momentos áureos, quando o velho Madrigal passou a se chamar Art Cine, o cinema tinha seu público fiel, que tornou-se saudoso, não pela ausência de cinema na cidade, porque o Shopping Conquista Sul já havia sido inaugurado um ano antes, com três salas em tudo superiores à do Madrigal – exceto pelo tamanho – e uma oferta maior de cartazes. Mas, firmou-se uma saudade pela nostalgia e a ideia, muito presente no meio intelectual, em especial, de que o cinema de rua precisa sobreviver.

Além disso, a existência de um local com 960 poltronas, iluminação própria de sala de teatro e até um palco com proscênio razoável, fechado, sem utilização, chamou a atenção de uma igreja evangélica, que tentou comprar o cinema, localizado em uma galeria central da cidade.

A negociação não foi adiante porque a administração municipal, na gestão do prefeito Guilherme Menezes, resolveu adquirir o Cine Madrigal, pagando R$ 1,06 milhão. A aquisição foi sacramentada no dia 20 de maio de 2014, com o objetivo de implantar um espaço de atividades pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação (Smed).

Por dois anos, quase nada se fez no velho Madrigal. No final de 2016 a Prefeitura assinou contrato no valor de R$ 166.056,66 com a empresa Ackton Malta Andrade para reforma do telhado e do forro. Os serviços só foram feitos em 2018, a um custo final de R$ 187.034,48.

De lá para cá só foi feita limpeza do local, com retirada de centenas de quilos de lixo, e uma pintura.

Um coletivo de artistas e produtores culturais denominado Movimenta Cultura Conquista está colhendo assinaturas para cobrar da Prefeitura a revitalização do Madrigal e transformação em espaço de atividades de arte e cultura. A comunidade artística quer respostas para o Teatro Carlos Jehovah, fechado desde 2021, quando foram detectados problemas estruturais, além da pandemia, para a Casa Glauber, imóvel onde o cineasta nasceu, que foi comprado pela Prefeitura e se encontra fechado e sem utilização, e para o Madrigal.

PARA APOIAR O MOVIMENTO E ASSINAR A CARTA-PROPOSTA, CLIQUE AQUI

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