Por iniciativa do presidente Ivan Cordeiro, Câmara discute urgência de investimentos para reduzir acidentes em entradas e saídas da cidade
Uma audiência pública proposta pelo presidente Ivan Cordeiro (PL), a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista e reuniu lideranças comunitárias e empresariais, a prefeita Sheila Lemos (União), vereadores, técnicos e dirigentes de órgãos públicos e entidades de classe, a para discutir a urgência da realização de intervenções na estrutura viária dos principais acessos da cidade, com destaque para a saída da cidade à altura do Conquista VI, onde engarrafamentos se formam em vários momentos do dia.


Ivan Cordeiro abriu a audiência pública afirmando que seu objetivo com a mobilização foi assegurar que o debate alcançasse a população, que deve estar inserida nas discussões sobre a urgência de intervenção nos principais acessos da cidade.
“Tenho a convicção de que já alcançamos uma situação crítica, com muitas famílias perdendo seus entes, a insegurança reinando e não há respostas efetivas do Governo Federal. Precisamos unir forças se queremos verdadeiramente solução emergencial para esse drama. Câmara, Prefeitura, entidades de classe, associações, todos devem se unir em defesa desta causa”.

Ivan Cordeiro relatou que já iniciou conversações com o gabinete da deputada federal Lídice da Mata, que é do PSB e coordenadora da bancada baiana na Câmara dos Deputados, sobre a possibilidade a aprovação de uma emenda de bancada para construção de viadutos nos pontos críticos do anel rodoviário e na BR-116. “Vamos envolver quantas pessoas for necessário. Esta luta deve incluir todas as pessoas”.

Na sua fala, a prefeita Sheila Lemos afirmou que é preciso pensar o trânsito em termos de “mobilidade humana”, pois é preciso pensar nas pessoas e na importância da proteção à vida. Segundo a gestora, a cidade não deve aceitar improvisos, mas ações definitivas. “Está na hora de pensarmos em um novo anel rodoviário pra Vitória da Conquista. Este que temos já é rodoanel”, afirmou.
Sheila disse ainda que, nos últimos oito anos, foram investidos mais de R$ 250 milhões em obras de infraestrutura urbana, inclusive com recursos provenientes de emendas parlamentares. Segundo ela, uma cidade com boa infraestrutura consegue atrair empresas, acrescentando que “precisamos de emprego pro nosso povo e hoje temos uma cidade travada por causa desses acessos do anel rodoviário”.

O representante do Movimento Duplica Sudoeste, Zé Maria Caires, salientou a importância da participação popular no debate que, segundo ele, poderá ser ainda mais aprofundado no evento que acontecerá no próximo dia 8 de maio, com a presença de representantes do Ministério dos Transportes e da ANTT.
“Irão apresentar o edital da nova concessão da BR-116. Quero conclamar a todos os vereadores e pessoas de bem que querem o bem de Vitória da Conquista para participarem. Corremos o risco dessa audiência e dessa apresentação do edital serem mera formalidade”, disse, enfatizando que a comunidade pode e deve participar da construção do edital, que é de interesse de todos.

Como representante da Igreja Católica na audiência pública, o vigário regional do Vicariato São Lucas, padre Geneildo Almeida Lima, lembrou que o cuidado com a vida é um valor fundamental e que Bíblia ensina o seu valor inestimável. “Cada vida é uma dádiva divina”, disse. Geneildo Almeida ressaltou que a ocorrência de vários acidentes noticiados pelos veículos de imprensa deve gerar indignação e “não se deve aceitar de forma passiva”.
Representando a Polícia Rodoviária Federal, o perito Jarlan David considerou que a iniciativa da audiência pública é um ponto de partida para que toda a comunidade possa participar dos debates. Ele citou como trechos críticos os cruzamento da saída para Barra do Choça, da Urbis 6 (saída para Itambé), alça do anel rodoviário com acesso ao bairro Campinhos, a saída para Anagé e o trevo de acesso ao distrito industrial, nos quais ocorrem constantes acidentes de natureza grave.
Segundo ele, há uma conjunção de fatores que não podem ser solucionados apenas com atividade de fiscalização, sendo necessário reavaliar o comportamento do condutor. “Uma questão ampla que a gente lida no dia a dia, e a discussão tem que ser iniciada e levada à frente. É triste terminar o plantão e notificar um acidente com morte. Assim como fico muito feliz ao terminar o plantão e ver que não houve acidente, é um troféu que levo para casa. O debate traz coisas positivas e a cidade só tem a ganhar com isso”, disse.

Para José Luís Mendes de Andrade, presidente da Associação das Indústrias de Vitória da Conquista/Ainvic, a cidade teve um avanço nas cobranças com a mobilização da sociedade e da classe política, mas chegou o momento das soluções. O empresário relatou a situação do acesso ao distrito industrial, segundo ele um dos trechos mais preocupantes.
“Um problema que aflige e ceifa muitas vidas, funcionários e moradores. Dados da ViaBahia mostram que de 2010 a 2024 ali morreram 59 pessoas. São dados horríveis. Só ano passado foram oito vidas”, disse, lembrando que a rotatória foi construída na década de 70, quando o fluxo de veículos era bem menor que o da atualidade, salientou que a infraestrutura precisa vir antes da necessidade.








