Desativado há sete anos, antigo aeroporto continua sem destinação; PPI para exploração do espaço ainda está em fase de estudos



Enquanto os governos federal e estadual não definem o que vai ser construído na área de 1.376.016,48 m², cerca de 137 hectares, do antigo aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo, alguns pilotos desapercebidos ‘erram’ de local e pousam na velha pista de 1.775 metros de comprimento por 30 de largura – como aconteceu no dia 4 de julho -, e a população espera para saber o que vai ser do terreno que foi doado pela Prefeitura há 88 anos.
O Pedro Otacílio de Figueiredo parou de operar em 23 de julho de 2019, sendo substituído pelo Glauber Rocha, maior e mais moderno, e para seu lugar têm sido levantadas várias hipóteses de projetos, desde o lançamento do projeto.
Em 2013, o então prefeito Guilherme Menezes queria a área para um moderno centro administrativo e a abertura do terreno para novas vias, visando interligar as avenidas que são cortadas pela pista.
Em 2022, moradores da Zona Oeste faziam pleito semelhante e pediam a construção de uma via passando pelo terreno para ligar os bairros Brasil e Patagônia, e desafogar o trânsito da Avenida Frei Benjamin. O site Conquista Repórter publicou uma matéria sobre o assunto.
Todos os prefeitos de Vitória da Conquista, desde o início da construção do novo aeroporto, reivindicaram o terreno de volta, sem sucesso. Guilherme, Herzem Gusmão e Sheila Lemos (União) apresentaram um projeto em comum: a construção de um centro administrativo, além de outros equipamentos públicos.
Por enquanto, o terreno do velho aeroporto está incluído como um dos projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, que firmou o o Acordo de Cooperação Técnica nº 25/2024, com o objetivo de definir os requisitos, modelos e diretrizes para a elaboração de proposta de empreendimento de múltiplos usos para o imóvel.
Desde então, a PPI está na fase de elaboração dos estudos que vão determinar o que poderá ser construído no local e oferecer à iniciativa privada a oportunidade de participação. A Prefeitura e o governo do estado já conversaram sobre o assunto e o governo municipal reiterou o interesse em implantar o centro administrativo. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse a empresários que uma de suas metas é fazer ali um centro de convenções
O mais certo é que, da parte do governo federal, o gigantesco terreno abrigará um projeto habitacional popular, conforme objetivo mencionado na apresentação da PPI na internet: “Maximizar o número de unidades habitacionais de baixa renda e otimizar a instalação dos equipamentos públicos, conforme os indicadores socioeconômicos da área”.
Até chegar à fase de obras decorrerá muito tempo. Quando tiver os estudos prontos e aprovados pelo Conselho do PPI, será feita consulta pública, para conhecimento e manifestação da população sobre os projetos, que, em seguida, serão submetidos ao acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), para a elaboração do edital, leilão do projeto e a assinatura do contrato (ou contratos) para a execução. O prazo otimista é de mais um ano, pelo menos, até o edital.


