É hora de o governador lembrar que Conquista merece e tem potencial para um centro de convenções, afirma líder do ‘Duplica Sudoeste’



Vitória da Conquista é a terceira maior cidade do estado da Bahia e a 67ª do Brasil em termos populacionais. Situa-se como sexta economia baiana, com indicadores que a apontam como um dos centros econômicos de destaque no Norte e Nordeste, dada a sua consolidação como polo regional de serviços – especialmente nas áreas de saúde e educação – e de comércio.
Além disso, nos últimos anos, com o avanço na urbanização e a criação ou melhoria de pontos de interesse turístico, e por ser a principal cidade e com melhor estrutura na proximidade com a Chapada Diamantina, Conquista tem se tornado mais atrativa, deixando de ser um ponto de passagem do Sudeste ao Nordeste ou do Centro Oeste ao sul baiano, para ser um lugar interessante para paradas mais prolongadas, com aproveitamento da hotelaria, gastronomia e opções de lazer disponíveis.
O empresário José Maria Caires, que liderou o movimento Conquista Pode Voar Mais Alto, pela construção do novo aeroporto, e líder do Duplica Sudoeste, por melhorias na BR-116, lembra que durante sua estada em Vitória da Conquista entre os 9 e 10 de novembro de 2023, o governador Jerônimo Rodrigues anunciou e construção de um centro de convenções, que seria no terreno do antigo aeroporto. O gestor baiano deveria confirmar a promessa em uma nova visita marcada para março do ano seguinte, que não aconteceu.
“Eu fui convidado por um preposto da Conder para ver com uma das áreas apontadas como locais para o equipamento, mas notamos que era inviável. Como tantos conquistenses, nossa ideia é que o terreno do antigo aeroporto seja aproveitado, não apenas para a implantação do centro de convenções, mas de outros equipamentos públicos e privados que a cidade precisa e que venham a valorizar aquele espaço, ameaçado de se tornar um depósito de lixo”, afirma José Maria, em conversa com o BLOG.
Segundo José Maria, com autorização do Corpo de Bombeiros, que tem sua unidade em uma parte do terreno, ele mostrou ao arquiteto da Conder a vasta área do velho Pedro Otacílio de Figueiredo. “Em uma das cabeceiras da pista, fiz uma defesa do local, que fica de frente para a Lagoa das Bateias, com várias possibilidades de acesso, e não tive dificuldade de convencê-lo. Embora ele não tenha se pronunciado, vi no seu semblante sinais de aprovação”, conta o empresário. “Dias depois, recebi dele uma mensagem agradecendo o apoio e dizendo que ali seria o local ideal para o empreendimento”.
Para José Maria não se trata de sentimento de vira-lata, mas, “quando vemos cidades de importância aquém da capital do Sudoeste terem centro de convenções, nos indigna”. Na avaliação do líder do Duplica Sudoeste, Vitória da Conquista tem o potencial e capacidade de atrair feiras, congressos e shows e outros eventos, mas a falta desse espaço, exclui Vitória da Conquista, que seria o portal da Chapada Diamantina, de ser a protagonista de eventos capazes de gerar divisas para toda região.
“Sabemos que há muitas prioridades, outras demandas relevantes, acima da capacidade financeira de executar no curto prazo, mas passados dois anos do compromisso assumido pelo governador, nos resta lembrá-lo que a sociedade não apenas merece, mas Vitória da Conquista tem potencial e pujança que justificam um centro de convenções”, ressalta José Maria.
Nas duas matérias abaixo, publicadas há seis anos: o vereador Ivan Cordeiro (PL), atual presidente da Câmara de Vereadores, defendia, em 2019, que o governador do estado deveria fazer um centro de convenções em Vitória da Conquista, ao invés de Salvador, onde a prefeitura iniciava o projeto de um. governador faça centro de convenções em Conquista; o governador Rui Costa declarava, no mesmo ano, dois dias antes da manifestação de Ivan, que um centro de convenções seria difícil fazer, mas falou em dotar Vitória da Conquista de um teatro à altura da cidade. Leia as duas.


