Hospital Municipal Esaú Matos desempenha importante papel na assistência a vítimas de violência e abuso sexual em Conquista

Hospital Municipal Esaú Matos desempenha importante papel na assistência a vítimas de violência e abuso sexual em Conquista

O Hospital Municipal Esaú Matos desempenha um papel fundamental no atendimento a vítimas de violência e abuso sexual em Vitória da Conquista, ao oferecer cuidado integral desde o acolhimento inicial, passando pelo atendimento clínico de urgência, até o encaminhamento da pessoa para a rede de proteção, assegurando suporte físico, emocional e social.

A coordenadora de Enfermagem do Esaú, Diva Arruda, explica que o hospital atua como referência nos períodos em que o Centro de Atenção e Apoio à Vida (Caav) está fechado, durante a noite, entre 17h00 e 7h00, e finais de semana e feriados. “Quando a paciente chega, ela é atendida pelo profissional de Enfermagem responsável pela classificação de risco. Em seguida, é feita a notificação compulsória e iniciado o protocolo de atendimento pós-exposição”, relata.

Esse protocolo inclui a administração de medicações profiláticas, como antirretrovirais e antivirais, para prevenir infecções sexualmente transmissíveis. Diva diz que a padronização do atendimento a vítimas de violência foi construída coletivamente, envolvendo o hospital e toda a rede municipal. “O Esaú é referência não apenas para mulheres, mas também para crianças e homens vítimas de violência. Esse trabalho faz parte de um protocolo maior do município, que garante proteção e cuidado para todos”, reforça.

APOIO PSICOLÓGICO E SOCIAL

Além do atendimento clínico, as vítimas contam com apoio psicológico e do Serviço Social, garantindo amparo emocional e suporte especializado em um momento tão delicado. O psicólogo Naamã Dias explica que, diante de uma situação de violência sexual, o primeiro passo é garantir que a vítima se sinta acolhida, ouvida e segura. “Pessoas que passam por situações como essas precisam, mais do que qualquer coisa, ser amparadas e acolhidas, perceber que são vistas, escutadas, validadas e que estão seguras”, explica ele.

Naamã destaca que cada caso é único e pode envolver diferentes contextos e camadas emocionais, exigindo uma escuta atenta e sensível: “O Esaú acaba sendo, em alguns momentos, o primeiro local onde essas pessoas procuram ajuda. Por isso, oferecemos um serviço multidisciplinar para que, a partir daqui, consigam tomar a iniciativa de continuar dando passos rumo ao resgate de sua autonomia.

Já o Serviço Social atua no acolhimento, avaliação e articulação com a rede de proteção. Segundo assistente social Teresa de Fátima, depois de oferecer a escuta qualificada, são feitos os encaminhamentos para outros espaços de amparo. “Recebemos a paciente, avaliamos a situação e oferecemos suporte para encaminhar aos serviços que a rede dispõe. Nosso foco inicial é cuidar da parte física e emocional. Depois, com a paciente estabilizada e liberada, garantimos que o acompanhamento continue na rede”, explica.

As pacientes são direcionadas para a Central de Atendimento à Mulher, a Delegacia Especializada da Mulher (DEAM) e serviços de saúde como o CAAV. “Também temos o CRAV, o Centro Albertina Vasconcelos, que recebe nossos relatórios e acolhe a paciente na parte jurídica e psicológica, assegurando a continuidade do cuidado”, informa a assistente social.

Com essa atuação articulada, o Hospital Esaú Matos assegura que cada vítima receba atenção humanizada e integral, fortalecendo a rede de proteção contra a violência e reafirmando seu compromisso com a vida e a dignidade de todos.

COM INFORMAÇÕES E FOTOS DA SECOM/PMVC

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