A elegância democrática de Zé Raimundo, colega de Bobô, o sutil elegante da canção, o faz respeitado e eleito por Vitória da Conquista

A elegância democrática de Zé Raimundo, colega de Bobô, o sutil elegante da canção, o faz respeitado e eleito por Vitória da Conquista

Jogando futebol, na zaga, o deputado estadual e ex-prefeito de Vitória a Conquista, professor José Raimundo Fontes, há muito tempo apenas Zé Raimundo, não podia ser considerado estiloso, de fino trato com a bola e com os atacantes. Sorte deles que a idade chegou e a muralha da zaga não tem mais o vigor para despachar a bola para longe do gol ou parar como dava o centroavante metido a craque. No lugar, à medida que o tempo passa, um político cada vez mais elegante. No trato pessoal, na fala, no conduzir da política.

Quando discursa em eventos na cidade, Zé Raimundo aborda o tema, qualquer que seja ele, a partir de um determinado ponto da história, que é sua área de especialista, e oferece, além do seu ponto de vista atual sobre o assunto, conhecimento a mais para quem ouve. E, não raro, sua fala é elogiada e citada por quem fala depois, mesmo adversários políticos. Vi isso duas vezes este ano, quando o deputado discursou e foi seguido pela prefeita Sheila Lemos que – ela mesma simpática – o mencionou e agradeceu pelo que ouviu. E os dois, Sheila e Zé,.nem em foto aparecem juntos.

Quase seu xará, Raimundo Nonato Tavares da Silva, colega de Assembleia Legislativa de Zé Raimundo, mereceu um verso de Caetano Veloso que o incluiu entre figuras notáveis da cultura como Henri Salvador, Andy Warhol, Olodum, Joãozinho Beija-Flor e até Dona Canô. Caetano canta que vai descartar “quem não amou a elegância sutil de Bobô”.

Mas, se Bobô encantou o genial santamarense e o Brasil com seu vocabulário que se distinguia do arremedo verbal que dominava o futebol e com seus passes limpos e dribles certos, diferente do zagueirão de cara fechada dos campos de baba de Conquista, certamente o próprio Raimundo Nonato sabe da elegância de Zé na política, nem sempre tão sutil, como a defesa da democracia requer que seja, o que lhe assegura o carinho de uma grande parte dos cidadãos de Vitória da Conquista.

Uma história a ser sempre respeitada, ainda que existam os que, sem sutileza e elegância, justificados pela conveniência da “polarização” que acinzenta o momento nacional, não o reconheçam.

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