Por 34 votos, Assembleia Legislativa decidiu pela manutenção da prisão do deputado Binho Galinha; 18 queriam a revogação

Por 34 votos, Assembleia Legislativa decidiu pela manutenção da prisão do deputado Binho Galinha; 18 queriam a revogação

Em sessão extraordinária nesta sexta-feira (10), a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) decidiu, em votação secreta, pela manutenção da prisão do deputado Binho Galinha. Foram 34 votos pela permanência, 18 pela revogação da prisão e uma abstenção. O plenário se posicionou a partir do relatório técnico apresentado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e após a explanação da defesa do acusado.

A presidente da ALBA, deputada Ivana Bastos, conduziu a sessão e ressaltou que seus pares exerceriam uma atividade exclusivamente julgadora, registrando que não haveria manifestações em plenário, encaminhamento de líderes de bancada ou declaração de voto. Ela destacou ainda que o processo corre em segredo de justiça.

Evocando o amplo direito de defesa, a presidente Ivana franqueou 15 minutos ao advogado Gamil Föppel, defensor do deputado Binho Galinha, que ratificou os argumentos apresentados durante reunião extraordinária da CCJ, realizada na última quarta-feira (8). Entre os pontos levantados, estavam a vedação constitucional à prisão preventiva de parlamentares, a inexistência de flagrante, a incompetência do juízo e a negação de fuga do acusado.

Antes da votação, o primeiro-secretário, deputado Samuel Junior (Republicanos), e a segunda-secretária, deputada Kátia Oliveira (UB), auxiliaram a presidente na preparação das cédulas e na chamada nominal para que os deputados se dirigissem à urna e depositassem seus votos.

Os deputados Vitor Bonfim (PV), Sandro Régis (UB) e Fabíola Mansur (PSB) foram convocados para escrutinar os votos de 53 parlamentares. Foi registrada a ausência de dez deputados na sessão. Ao proclamar o resultado, a presidente Ivana Bastos solicitou à Secretaria-Geral da Mesa a publicação da resolução do plenário e sua imediata comunicação ao Poder Judiciário.

A PRISÃO DE BINHO GALINHA

Kleber Cristian Escolano de Almeida, mais conhecido como Binho Galinha, foi preso na sexta-feira (3), após se entregar ao Ministério Público Estadual (MPE-BA), em Feira de Santana. Ele é alvo da Operação Estado Anômico e estava considerado foragido, pela Polícia Federal. Depois de se entregar, Binho foi levado para a capital do estado e está sob custódia no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura.

A Operação Estado Anômico investiga a atuação de uma organização criminosa com estrutura complexa, envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico. Segundo o Ministério Público, mesmo sob medidas cautelares, o parlamentar manteve a liderança do grupo, utilizando empresas de fachada e “laranjas” para movimentar recursos.

FOTO E FONTE DAS INFORMAÇÕES DA SESSÃO DA ALBA: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

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