Zero emprego: outubro teve mesmo número de admissões e desligamentos de trabalhadores de carteira assinada em Vitória da Conquista

Zero emprego: outubro teve mesmo número de admissões e desligamentos de trabalhadores de carteira assinada em Vitória da Conquista

Desde março de 2020, quando o saldo de empregos formais foi negativo em 195, Vitória da Conquista registrou nove meses de redução na quantidade de pessoas trabalhando com carteira assinada no município, sendo os piores momentos março de 2020, em plena pandemia da Covid-19, com saldo negativo de 2.020, e maio do mesmo ano, com redução de 831 empregos. Nos últimos 12 meses, dezembro foi o pior mês, com saldo negativo de 170 empregos. O saldo é a diferença entre admissões e desligamentos.

Em outubro, ocorreu uma situação incomum: o saldo foi zero, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foi demitido o mesmo número (3.349) de trabalhadores que o de contratados. No mês de setembro, o saldo foi positivo de 427.

Os dados mostram que não apenas foram poucas admissões em todos os setores, como o número de desligamentos na construção foi alto. Foi a segunda vez no ano que o setor demitiu mais do que contratou, mas a primeira vez, em março, o saldo negativo foi apenas de quatro. O outro setor com mais desligamentos do que admissões foi a agropecuária: saldo negativo de oito.

Serviços continua sendo o maior empregador de Vitória da Conquista. Responsável por 41% de todos os empregos com carteira assinada, o setor contratou 1.204 trabalhadores e demitiu 1.063, preservando 67 empregos. Depois, vem o comércio. São 24.989 empregados no setor, equivalente a 29,65% do total, e em setembro essa massa foi acrescida de 47 empregos, o segundo maior saldo. Na sequência ficou a indústria, com saldo positivo de nove empregos. A agropecuária reduziu o quadro em oito empregos.

A construção, apesar da forte demissão em outubro, tem sido o segundo maior gerador de novos empregos este ano em Vitória da Conquista, abaixo de serviços, com saldo de 672 nos dez meses. Comércio, que é no geral o segundo maior empregador, teve saldo de 623 até outubro. A indústria soma a criação de 419 empregos de carteira assinada no ano. A agropecuária, setor que menos emprega dos cinco contabilizados pelo Caged, tem saldo de oito empregos até outubro.

 ADMISSÕESDESLIGAMENTOSSALDO EM OUTUBROTOTAL DE EMPREGADOS
CONSTRUÇÃO399514-1156.989
COMÉRCIO1.1101.0634724.989
SERVIÇO1.2041.1376734.556
INDÚSTRIA598589916.285
AGROPECUÁRIA3846-81.449
TOTAIS3.3493.349084.268
2025JANEIROFEVEREIROMARÇOABRILMAIOJUNHOJULHOAGOSTOSETEMBROOUTUBRONO ANO
SALDO160673465215903505867845803.534

No ano, foram criados 3.534 empregos em Vitória da Conquista, bem menos que o mesmo período do ano passado, que teve saldo de 5.364. O grande destaque é o setor de serviços, o maior empregador do município, que chegou a 1.724 empregos com carteira assinada em nove meses, à frente da construção, na segunda colocação, com 787; comércio, 568; indústria, 409; e agropecuária, 15 novos empregos formais em 2025.

SETOREMPREGOS CRIADOS ESTE ANO
SERVIÇOS1.807
COMÉRCIO628
CONSTRUÇÃO672
INDÚSTRIA419
AGROPECUÁRIA8
TOTAL3.534
MÊS/ANOSALDO DE EMPREGOS
Março 2020-195
Abril de 2020-2.020
Junho de 2020-236
Dezembro de 2021-167
Janeiro de 2023 -83
Julho de 2023 -175
Dezembro de 2024-170
Outubro de 20250

FONTE: CAGED/MTE

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