Polícia confirma, um mês após conclusão do inquérito, que morador de rua matou uma conquistense e mais duas mulheres em Ilhéus

Polícia confirma, um mês após conclusão do inquérito, que morador de rua matou uma conquistense e mais duas mulheres em Ilhéus

Quase um mês após encaminhar concluído ao Poder Judiciário o inquérito que apurou as mortes de Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, ocorridas no dia 15 de agosto de 2025, em Ilhéus, a Polícia Civil informa que o autor foi indiciado por latrocínio. Em nota enviada à imprensa não há qualquer menção ao indiciado, mas é sabido que as investigações confirmaram que o crime foi praticado pelo morador de rua Thierry Lima da Silva, de 24 anos, que ao ser preso confessou ter assassinado as três mulheres.

Umas das vítimas, Alexsandra Suzart, era conquistense, filha do sargento da reserva, Valmir Suzart, e irmã da soldado Thalita, lotada em Vitória da Conquista. Maria Helena Bastos, era mãe de Mariana Bastos. As três saíram para passear com o cachorro na Praia dos Milionários, foram dadas como desaparecidas até seus corpos serem encontrados no dia 16 de agosto, um sábado.

Alexsandra era de Vitória da Conquista

MINISTÉRIO PÚBLICO

O inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário em 19 de dezembro de 2025, com o indiciamento do investigado pelo crime de latrocínio praticado contra as três vítimas, além da representação pela prisão preventiva. A partir da conclusão do procedimento investigativo, o Ministério Público da Bahia (MPBA) ofertou denúncia, por entender que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. A peça foi distribuída para a 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus, onde aguarda apreciação do juízo.

Durante as investigações, foram realizadas diligências de campo, análise de imagens de câmeras de segurança, exames periciais, oitivas de familiares e testemunhas, além da coleta de outros elementos probatórios que fundamentaram o indiciamento. Medidas cautelares também foram deferidas ao longo da apuração, inclusive para obtenção e análise de dados, evidenciando a atuação integrada entre a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia.

As investigações contaram com o apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pelas perícias de local de crime, exames necroscópicos, confrontação genética e demais análises técnicas que contribuíram para o esclarecimento do caso.

O inquéito foi conduzido pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ªCoorpin/Ilhéus) e contou ainda com o apoio de um grupo de trabalho formado por outras unidades, como o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Departamento de Inteligência Policial (DIP).

COM INFORMAÇOES DE GUILHERME SANTOS – Ascom PCBA

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