Bahia: chapa de Jerônimo está fechada, mas pode mudar a vice. Do lado de ACM Neto, certo mesmo só ele. O eleitor espera os novelos desenrolarem

Bahia: chapa de Jerônimo está fechada, mas pode mudar a vice. Do lado de ACM Neto, certo mesmo só ele. O eleitor espera os novelos desenrolarem

Se no Palácio de Ondina as taças com Barolo se tocam comemorando o fim da batalha da chapa do Senado, nas espaçosas salas do 23⁰ andar do edifício Mundo Plaza, de onde articulam os cabeças coroadas do MDB baiano, as xícaras de café se esvaziam uma depois da outra, porque a questão do candidato a vice de Jerônimo Rodrigues ainda não está definida. Sim, mais do que nunca, a vaga é do MDB, mas de quem do MDB é a questão.

Fala-se muito sobre uma possível rejeição à continuidade de Geraldo Júnior como vice na eleição de outubro. Chegou-se a especular que José Ronaldo, (União) prefeito de Feira de Santana pela quinta vez, poderia ser o substituto de Geraldinho, a partir de uma migração do União para o partido dos irmaos Geddel e Lúcio Vieira Lima. Ronaldo não diz que esse é seu desejo e Geddel manteve as cartas emborcadas.

Ou seja, ainda rola alguma angústia nas hostes governistas. Mas no outro lado a movimentação assume contornos ainda mais misteriosos. A obra não se desenrola e o próprio ACM Neto ora salta páginas ora volta para o prefácio. Isso tudo sem perder a fleuma bem ao estilo Hercule Poirot (seja lá quem for esse cara).

Escaldado, Neto não sai da água fria. Não dá pistas, embaralha as letras toda vez que a imprensa julga que começa a enxergar o roteiro. É incrível que nem sobre os nomes para o Senado o ex-prefeito de Salvador consegue esboçar um desenho. Já disse quem não vai ser e deixa saber que João Roma é uma aposta certa. Natural pensar que o outro nome é o senador Angelo Coronel, ruidosamente despachado pelos antigos aliados. Mas, nem isso Neto deixa claro.

No caso da candidatura a vice, a situação se distingue do que ocorre na situação, porque lá tem um partido com a pulseirinha para o camarote majoritário no pulso. Já na oposição, a escolha está difícil pois se tem gente demais, ao mesmo tempo não tem, porque uns não querem e outros não podem.

O olhar gira 360 graus, passa por Zito de Barreiras; por uma esperança esmaecida chamada Zé Cocá; pela carismática Sheila Lemos, de Vitória da Conquista; Suzana, a ex-prefeita derrotada em Juazeiro; Quinho de Belo Campo, ex-presidente da UPB; e até Ângelo Coronel, entre tantos não citados, para parar em Neto, o único certo até agora.

Pelo menos uma vez, o pré-candidato a governador da oposição admitiu erro na escolha da vice na eleição de 2022, quando a companhia selecionada para a chapa foi a empresária Ana Coelha, uma das donas da TV Aratu e mulher do deputado estadual Tiago Correia, em detrimento de José Ronaldo, que esperava ser o escolhido, em cumprimento a acordos firmados desde 2018, quando o prefeito de Feira foi para o sacrifício depois que ACM Neto desistiu de concorrer.

Há quem diga que a definição da vice em 2022 foi cedo e há quem entenda que demorou, mas é quase unanimidade que foi um erro. O que torna normal a prevenção de ACM Neto hoje. Mas, é isso mesmo ou o nome já está no bolso e a demora é só para fazer o assunto girar ou para não assustar os correligionários muito cedo?

O fato é que essa eleição está somando novelismo em excesso. Tanto de um lado como do outro. Mostra que política não é para meninos*.

* E se depender do sistema, menos ainda para meninas.

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