Sem ação | Mais de um mês depois da saída do vereador Diogo Azevêdo para o PSDB, nem o União Brasil, nem o suplente reclamaram o mandato

Sem ação | Mais de um mês depois da saída do vereador Diogo Azevêdo para o PSDB, nem o União Brasil, nem o suplente reclamaram o mandato

Tudo indica que é para valer o acordo entre as cúpulas do União Brasil e o do PSDB da Bahia para garantir que o vereador Diogo Azevêdo não perca o mandato por infidelidade partidária. Vereador mais votado de Vitória da Conquista em 2024, Diogo foi eleito pelo União Brasil, mesmo partido da prefeita Sheila Lemos, mas deixou a sigla para se filiar ao partido tucano e assumir uma pré-candidatura a deputado federal.

A movimentação de Diogo gerou uma crise que envolvendo as principais lideranças do União Brasil, principalmente a gestora conquistense e a direção do partido, com respingos no prefeito de Salvador, Bruno Reis e no pré-candidato a governador ACM Neto. O motivo: a direção municipal e a prefeita Sheila Lemos não foram consultadas sobre as negociações e só souberam pela imprensa.

Segundo um interlocutor muito próximo de Sheila, ela não teria deixado barato e reclamou em alto e bom som com o prefeito de Salvador e com o presidente estadual do União Brasil, Paulo Azi, e até com ACM Neto, afirmando que não aceitava o suposto acordo, tendo chegado ao ponto de cobrar respeito pela sua representatividade política e no partido. Todo mundo no União Brasil de Salvador teria negado o acerto que Diogo anunciou, mas ninguém negou as conversações.

Mas, o silêncio que se seguiu parece demonstrar que o pré-candidato tinha razão quando disse ter recebido a garantia de que não perderia o mandato.

Passados 45 dias desde o anúncio da pré-candidatura pelo PSDB e mais de 30 da filiação ao mesmo partido do deputado estadual Tiago Correia, nem o União Brasil, nem o primeiro suplente, Alisson Roberto Seles Sá, conhecido como Alisson da Educação, entraram na na Justiça Eleitoral para reivindicar o mandato.

Em resposta ao BLOG DE GIORLANDO LIMA, Alisson disse que terá uma resposta no final da semana que vem, mas, por enquanto não há nenhuma movimentação jurídica.

De sua parte, Diogo Azevêdo diz que não tem nenhuma garantia formal da manutenção do acordo entre PSDB e União Brasil. “A garantia é a palavra que foi dada a mim e ao PSDB estadual. Se houver alguma ação contra mim, discutirei com o partido e os advogados. Não pensei em linha de defesa ainda, salvo a garantia que foi dada verbalmente com testemunhas”, afirmou.

A pré-candidatura de Diogo foi maturada por meses e surgiu como opção para reforçar a chapa de candidatos a deputado federal do PSDB e dar a Tiago Correia uma parceria que possa ajudá-lo a manter a votação de quase 11 mil votos obtida com apoio de Sheila Lemos em 2022, e que está ameaçada pela pré-candidatura de Wagner Alves, marido da prefeita.

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