A eleição de 2026 na Bahia pode ser a mais apertada dos últimos 40 anos, indicam números da pesquisa Real Time Big Data divulgados nesta terça


A pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (11) aponta para uma disputa apertada na eleição para governador do estado. A diferença mínima entre os candidatos ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, caracterizando empate técnico no primeiro e no segundo turno, não permite um prognóstico e torna qualquer aposta insegura a 54 dias das eleições de 4 de outubro.
A se avaliar os dados da Real Time Big Data, em que Neto aparece na frente de Jerônimo com dois pontos em um cenário estimulado de primeiro turno e três em outro, e apenas um ponto em caso de segundo turno, a indicação é que 2026 pode entrar para a história como a eleição mais apertada dos últimos 40 anos.
Com vitória da Jerônimo com 473.441 votos de diferença e 5,58 pontos percentuais de vantagem a eleição de 2022 foi a mais apertada desde 1986, tanto considerando a quantidade de votos de frente, como a diferença percentual.
Mesmo incluindo 1982, quando as eleições diretas para governador foram restabelecidas no Brasil, 2022 continua sendo a disputa mais apertada. Em 1982, João Durval venceu Roberto Santos por 593.311 votos e 22,14 pontos percentuais.
Antes de 2002, a segunda eleição baiana que não foi decidida no primeiro turno desde a implantação dos dois turnos, a disputa mais apertada foi em 2006, quando o PT venceu com Jaques Wagner e deu início à série de governos que completa 20 anos com Jerônimo. Naquele pleito, o petista venceu Paulo Souto por 604.121 votos de frente, 9,86 pontos percentuais de vantagem.
Veja na tabela como foram as eleições para governador na Bahia desde 1986.
| Ano e turno | Primeiro colocado/vencedor | Segundo colocado | Diferença em votos | Diferença proporcional |
|---|---|---|---|---|
| 1986 | Waldir Pires (PMDB) | Josaphat Marinho (PFL) | 1.456.588 | 36,45 pontos percentuais |
| 1990 | Antônio Carlos Magalhães (PFL) | Roberto Santos (PMDB) | 602.851 | 18,61 pontos percentuais |
| 1994 — 1º turno | Paulo Souto (PFL) | João Durval (PMN) | 787.481 | 24,01 pontos percentuais |
| 1994 — 2º turno | Paulo Souto (PFL) | João Durval (PMN) | 658.616 | 17,28 pontos percentuais |
| 1998 | César Borges (PFL) | Zezéu Ribeiro (PT) | 1.893.827 | 54,74 pontos percentuais |
| 2002 | Paulo Souto (PFL) | Jaques Wagner (PT) | 814.003 | 15,22 pontos percentuais |
| 2006 | Jaques Wagner (PT) | Paulo Souto (PFL) | 604.121 | 9,86 pontos percentuais |
| 2010 | Jaques Wagner (PT) | Paulo Souto (DEM) | 3.067.670 | 47,74 pontos percentuais |
| 2014 | Rui Costa (PT) | Paulo Souto (DEM) | 1.118.566 | 17,14 pontos percentuais |
| 2018 | Rui Costa (PT) | José Ronaldo (DEM) | 3.593.796 | 53,24 pontos percentuais |
| 2022 — 1º turno | Jerônimo Rodrigues (PT) | ACM Neto (União Brasil) | 703.119 | 8,65 pontos percentuais |
| 2022 — 2º turno | Jerônimo Rodrigues (PT) | ACM Neto (União Brasil) | 473.441 | 5,58 pontos percentuais |
MAIORES VITÓRIAS
O BLOG separa as maiores vitórias sob três parâmetros, a maior frente em números, a maior vantagem proporcional e a que reuniu votação e percenual de votos obtidos:
Maior vantagem em votos: Rui Costa, em 2018, com 3.593.796 votos a mais que José Ronaldo.
Maior vantagem proporcional: César Borges, em 1998, com 54,74 pontos percentuais sobre Zezéu Ribeiro.
Maior votação e maior percentual obtido por um vencedor: Rui Costa, em 2018, com 5.096.062 votos e 75,50% dos válidos.
REAL TIME BIG DATA DE HOJE
O levantamento realizado de 6 a 10 de agosto ouviu 1.600 eleitores, tem margem de erro de dois pontos e está registrado sob o número BA-00277/2026.
Primeiro turno – cenário 1
ACM Neto: 44%
Jerônimo Rodrigues: 42%
Ronaldo Mansur: 2%
José Estevão: 1%
Aroldo Félix: 0%
Brancos e nulos: 7%
Não sabem ou não responderam: 4%
Primeiro turno – Cenário 2
ACM Neto (União Brasil): 45%
Jerônimo Rodrigues (PT): 42%
Ronaldo Mansur (Psol): 2%
Ariel Capistrano (DC): não pontuou
Aroldo Félix (UP): não pontuou
Nulo/branco:7%
Não sabe/não respondeu: 4%
Segundo turno
ACM Neto: 45%
Jerônimo Rodrigues: 44%
Brancos e nulos: 7%
Não sabem ou não responderam: 4%
Como o resultado da eleição considera apenas os votos válidos, os 45% de ACM Neto e os 44% de Jerônimo Rodrigues equivaleriam, numa projeção apenas hipotética, sem contar brancos, nulos e indecisos, a 50,56% e 49,44%, respectivamente.


