Debate da Band: jornalistas políticos de Salvador apontam acertos e dificuldades de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues no confronto

Debate da Band: jornalistas políticos de Salvador apontam acertos e dificuldades de ACM Neto e Jerônimo Rodrigues no confronto

Em análises publicadas após o debate da Band entre os candidatos ao governador da Bahia, realizado ontem (9), jornalistas políticos de Salvador, profissionais da imprensa destacaram aspectos do desempenho dois principais contendores, ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT), com observações sobre preparo, capacidade de comunicação, respostas aos ataques e estratégias adotadas durante o confronto.

No Bahia Notícias, Fernando Duarte avaliou que ACM Neto conseguiu aproveitar melhor o espaço oferecido pelo debate. Para o jornalista, o ex-prefeito manteve uma linha de argumentação mais organizada e demonstrou serenidade ao longo do programa. Jerônimo, por outro lado, teria apresentado dificuldades em alguns momentos e deixado passar oportunidades. Duarte resumiu que o saldo, “em termos discursivos”, foi mais positivo para Neto.

Victor Pinto, da Band Bahia, apresentou uma leitura mais equilibrada. O jornalista destacou o “bom desempenho” de Jerônimo e afirmou que o governador surpreendeu até aliados pelo preparo demonstrado no debate. Ao mesmo tempo, reconheceu a capacidade de comunicação de ACM Neto e avaliou que o candidato foi mais propositivo em alguns momentos.

No BNews, o editor de Política, Henrique Brinco, foi mais crítico em relação aos dois. Segundo ele, Neto e Jerônimo evitaram o confronto direto durante parte do programa e apresentaram poucas novidades. A avaliação terminou sem a indicação de um vencedor: “Não dá pra dizer se houve um vencedor”.

No Correio, Rodrigo Daniel Silva chamou atenção principalmente para a estratégia adotada por Jerônimo em relação ao principal adversário. A cobertura destacou que o governador evitou dirigir perguntas diretamente a ACM Neto em alguns momentos, enquanto o ex-prefeito concentrou críticas em problemas enfrentados pelo governo estadual.

As avaliações dos jornalistas mostram pontos fortes distintos. ACM Neto recebeu referências à eloquência, à organização do discurso e à capacidade de explorar problemas do governo estadual. Jerônimo teve reconhecidos o preparo, a capacidade de responder a ataques e um desempenho que surpreendeu alguns observadores.

Também apareceram críticas. Jerônimo foi apontado como evasivo ou pouco disposto ao confronto direto em alguns momentos. Neto, por sua vez, não produziu entre os jornalistas consultados uma percepção consensual de superioridade no debate e também foi incluído na avaliação de que os dois principais candidatos apresentaram poucas novidades.

A repercussão entre jornalistas políticos da capital acrescenta ao debate uma leitura diferente das manifestações produzidas pelas próprias campanhas e por aliados dos candidatos. As assessorias de ACM Neto e Jerônimo divulgaram recortes do confronto durante e após sua transmissão, sempre com o viés da vitória do seu candidato.

A VISÃO DO BLOG

Na avaliação do BLOG DE GIORLANDO LIMA, ACM Neto cumpriu bem o roteiro, mostrou clareza naquilo que queria propor. E encaixou bem a acusação de que o governador não faz mea culpa sobre os problemas da Bahia e opta por transferir responsabilidade. É uma linha que pode ter aderência.

Jerônimo ficou um pouco mais pressionado entre eles, o que é natural porque é ele quem tem de defender o governo, o que fez razoavelmente bem. O momento em que ele falou da pessoa ACM Neto e enfatizou as diferenças pessoais marcou o debate. Não só pelo que disse o goverrnador, mas por ter variado o lugar comum instalado pela repetição dos temas, tanto nos confrontos diretos como da parte da produção.

O terceiro candidato, Ronaldo Mansur (PSOL) não chegou a decepcionar, mas em alguns parecer não estar preparado para o debate. Faltou pergunta e ele repetiu a do problema de ACM Neto com Lula. No geral, fez o papel dele.

O debate poderia ter um roteiro melhor. Engessou em três temas: segurança, saúde (fila da regulação e hospitais) e educação (mais Ideb). Porém dá para dizer que, apesar disso, os dois principais candidatos cumpriam seus roteiros e o empate é aceitável como resultado.

Os dois se mostraram bem preparados para o debate, porque as questões já eram conhecidas. Jerônimo sabia o que Neto levaria e Neto idem. Sem novidades. As duas coisas fora do roteiro foram a marca que ACM Neto tentou aplicar, do governador que repassa as culpas, e o momento em que o governador foi pro emocional e acusou Neto de ‘insensível’.

Vale destacar a serenidade e calma dos dois principais oponentes. Uma ou outra resvalada em um adjetivo menos cordial, mas houve demonstração de respeito entre si e com relação a quem assistia

Hoje o que faz o jogo na campanha é o pós-debate. Como cada candidato aproveitou seus bons momentos e os ruins do adversário. Neste ponto, o marketing de ACM usou bem o ‘VAR’ da fala do governador sobre Lula, mostrando vídeo em que o governador realmente critica o governo federal pelo estado de rodovias da Bahia. E Jerônimo replicou nas redes e no material enviado à imprensa, o momento em que chamou o adversário de desrespeitoso e afirmou que aquele é o estilo de Neto tratar as pessoas: “Você, há um tempo atrás, disse que iria me humilhar. Sua forma de governar é essa”.

MATÉRIA PRODUZIDA COM O AUXÍLIO DO CHATGPT

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