Segurança Pública: Conquista nunca entrou no ranking do Anuário Brasileiro, mas em 2020 taxa local foi superior ao dobro da média nacional



Os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira (23), foram um dos assuntos principais da mídia nacional e local. A publicação traz as dez cidades com as maiores taxas de mortes violentas intencionais do país em 2025. Vitória da Conquista não aparece. Mas isso não é uma novidade: o município nunca entrou no ranking formal criado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A classificação dos municípios passou a aparecer no Anuário em 2023, quando foram relacionadas as 50 cidades com mais de 100 mil habitantes que tiveram as maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais, as chamadas MVI, que reúnem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes provocadas por intervenções policiais. Os dados eram referentes a 2022. Vitória da Conquista ficou fora.
Nas três edições seguintes, o Fórum passou a destacar as dez cidades com os maiores índices. Conquista também não apareceu nas listas de 2024 e de 2025, que trouxe as informações de 2023 e 2024; também não está na edição deste ano, que considera as ocorrências registradas em 2025.
Na edição deste ano, cinco das dez cidades mais violentas estão na Bahia: Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro. Maranguape, no Ceará, ocupa o primeiro lugar no país, com 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. Vitória da Conquista registrou taxa de 8,57 por 10 mil habitantes.

ÍNDICE ELEVADO EM 2020
Embora nunca tenha entrado no ranking formal do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Vitória da Conquista já apresentou um quadro bem mais grave. A 15ª edição, publicada em 2021, incluiu o município em uma relação de cidades com mais de 100 mil moradores cuja taxa de mortes violentas intencionais estava acima da média brasileira.
Em 2020, foram contabilizadas 163 mortes violentas intencionais em Vitória da Conquista, o equivalente a 47,8 casos por 100 mil habitantes. A taxa nacional naquele ano foi de 23,6. O índice conquistense, portanto, era pouco mais de duas vezes maior que a média do país.
Aquela relação não era um ranking das dez ou das 50 cidades mais violentas. Reunia todos os municípios de maior porte que estavam acima da média nacional. Por isso, não é correto dizer que naquele ano o Anuário classificou Vitória da Conquista entre as cidades mais violentas do Brasil. Mas o dado mostra que a violência letal registrada na cidade estava em um patamar elevado.
OUTRO LEVANTAMENTO NACIONAL
Fora do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Vitória da Conquista já apareceu em uma lista nacional de cidades com índices elevados. O Mapa da Violência 2016, produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, colocou o município na 145ª posição entre os 150 com as maiores taxas de homicídios por arma de fogo.
O estudo utilizou a média dos anos de 2012, 2013 e 2014. Nesse período, Vitória da Conquista teve média anual de 147,7 mortes por arma de fogo e taxa de 44,6 casos por 100 mil habitantes.
Esse levantamento não pode ser comparado diretamente com o Anuário. O Mapa da Violência considerava homicídios por arma de fogo, enquanto o Fórum Brasileiro de Segurança Pública trabalha com o conjunto das mortes violentas intencionais. Os dois estudos, entretanto, ajudam a mostrar que Vitória da Conquista já viveu um período muito mais grave de violência letal do que o registrado atualmente.
ESTA MATÉRIA FOI PRODUZIDA COM O AUXÍLIO DO CHATGPT, INCLUINDO O INFOGRÁFICO
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