Vitória da Conquista pode comemorar: já esteve por oito anos entre as 50 mais violentas do mundo; hoje é a 2ª mais segura entre as maiores da Bahia



Com razão, poder público, órgãos de segurança, imprensa e, principalmente, a população comemoram o fato de Vitória da Conquista não figurar no ranking das dez cidades com as maiores taxas de mortes violentas intencionais do país em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Basta lembrar que Conquista, que em 2025 foi considerada a mais segura entre as maiores cidades da Bahia e ocupa a segunda posição até junho deste ano*, permaneceu durante oito anos consecutivos entre as 50 mais violentas do mundo. O município entrou na lista em 2015 e só deixou a classificação em 2023. A pior posição foi o 10º lugar, em 2019, e a maior taxa, de 70,26 mortes por 100 mil habitantes, foi registrada em 2017.
O ranking é elaborado pelo Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia Penal, uma organização civil mexicana que compara as taxas de homicídios de cidades com mais de 300 mil habitantes.
Na primeira aparição, em 2015, Vitória da Conquista ocupou o 36º lugar. Foram considerados 132 homicídios e uma população de 343.230 habitantes, o que resultou em uma taxa de 38,46 mortes por 100 mil moradores.
No ano seguinte, a cidade subiu para a 16ª posição. A taxa chegou a 60,10 homicídios por 100 mil habitantes, com 208 mortes consideradas pelo estudo.
O maior índice da série ocorreu em 2017. Com 245 homicídios e taxa de 70,26 por 100 mil habitantes, Vitória da Conquista ficou no 11º lugar do mundo.
Em 2018, a taxa caiu para 50,75 e o município recuou para a 22ª posição. Mas, em 2019, Conquista alcançou sua pior colocação no ranking, apontada pela ONG como a décima cidade mais violenta do mundo, com 205 homicídios e taxa de 60,01 por 100 mil habitantes.
Nos três anos seguintes, Vitória da Conquista apareceu em posições mais baixas na lista: 20º lugar em 2020, com taxa de 52,47; 25º em 2021, com 50,34; e 26º em 2022, com 47,48 homicídios por 100 mil habitantes.

| Ano | Posição mundial | Homicídios considerados | Taxa por 100 mil habitantes |
|---|---|---|---|
| 2015 | 36ª | 132 | 38,46 |
| 2016 | 16ª | 208 | 60,10 |
| 2017 | 11ª | 245 | 70,26 |
| 2018 | 22ª | 172 | 50,75 |
| 2019 | 10ª | 205 | 60,01 |
| 2020 | 20ª | 179 | 52,47 |
| 2021 | 25ª | 173 | 50,34 |
| 2022 | 26ª | 184 | 47,48 |
RESSALVA
Os dados do Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia Penal não correspondem, em todos os anos, aos números finais consolidados pelas autoridades brasileiras. Diante da dificuldade de obter informações municipais padronizadas, a organização mexicana fez estimativas em algumas edições.
Para 2017, por exemplo, o total de 245 homicídios foi projetado a partir de dados parciais. Em 2021, a entidade estimou 173 mortes aplicando uma redução de 3,4% sobre o número utilizado no ano anterior.
As ressalvas não eliminam o significado histórico da sequência. Durante oito edições, Vitória da Conquista apareceu em um levantamento internacional de grande repercussão. A cidade atingiu sua maior taxa em 2017, chegou ao pior lugar da classificação em 2019 e deixou o ranking em 2023.
O ranking internacional é mais um motivo para que o cenário atual e o empenho das polícias sejam valorizados. Os números, com suas variações e ajustes no decorrer do tempo, serem de demonstração de que o período mais grave ficou muito para trás.
Vitória da Conquista, a cidade e o conjunto do município, está em um patamar diferenciado na Bahia e no Brasil, ainda que o índice ideal de zero violência seja praticamente impossível de alcançar, dadas as condições sociais, culturais e econômicas de uma cidade de 400 mil habitantes.
N.E.: O estudo do Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia Penal não pode ser confundido com um levantamento da Organização das Nações Unidas nem de uma classificação produzida por governos.
* Cálculo feito com base em número de CVLI oficialmente divulgado pela SSP-BA e usando como referência a população estimada pelo IBGE para 2025.
ESTA MATÉRIA FOI PRODUZIDA COM O AUXÍLIO DO CHATGPT, INCLUINDO INFOGRÁFICO E FOTO DESTAQUE



