Vinte perguntas que fazem ao BLOG sobre a campanha eleitoral e os candidatos a deputado de Vitória da Conquista. Quem tem as respostas?


As perguntas abaixo chegam ao BLOG DE GIORLANDO LIMA e também a mim, pessoalmente, por onde eu ando e em conversas sobre política. Eu poderia tentar respondê-las com análises próprias ou com as muitas interpretações que circulam por aí. Mas, relendo uma a uma, percebo que várias já carregam pistas suficientes para suas respostas. Não é preciso ser adivinho para entender alguns motivos, movimentos e planos. Outras exigiriam cálculos e projeções que o BLOG prefere não fazer, certo de que cada leitor pode tirar suas conclusões com suas próprias referências, informações e fontes.
- Três candidatos são apoiados por grupos de vereadores: Carlos Muniz Filho e Fabrício contam com cinco parlamentares cada; Wagner Alves, com seis. Quantos votos esses vereadores passarão a cada um? E qual dos três receberá mais votos de seu respectivo grupo?
- Para onde irá a maior parte do voto bolsonarista em Vitória da Conquista: Doutora Lara ou Wagner?
- Ivan Cordeiro teve 11.271 votos em Vitória da Conquista para deputado federal em 2022. Quanto desse eleitorado conseguirá transferir para Carlos Muniz Filho?
- Lúcia Rocha conseguirá repetir a votação de 2022, quando chegou a 25.161 votos em Vitória da Conquista e 31.243 na Bahia, tendo ficado na primeira suplência do MDB? Se novamente ficar na suplência, em qual posição ficará?
- A briga de Doutora Lara e Wagner pode render em termos de futuro? Além da disputa de 2026, que espaço político ela procura construir com esse confronto?
- Marcos Adriano repetirá para deputado estadual o resultado que obteve para prefeito em 2024? Há apostas de que sua votação não será muito superior aos 6.512 votos daquela eleição. Será?
- Elmar Nascimento teve apenas 48 votos em Vitória da Conquista em 2018 e saltou para 7.189 em 2022, com o apoio da prefeita Sheila Lemos e seu grupo. Agora, trocado por seis candidatos dentro do grupo de Sheila, sua votação ficará mais perto da de 2018 ou da de 2022?
- Waldenor e Zé Raimundo estão empatados em 2 a 2 nas quatro eleições em que disputaram juntos. Zé teve mais votos em 2010 e 2018; Waldenor, em 2014 e 2022. Quem desempata em 2026? A diferença de votos aumenta a favor de qual dos dois?
- Esmeraldino Correia teve 2.648 votos em Vitória da Conquista para deputado federal em 2022. Dr. Augusto Cândido recebeu 1.111 para vereador em 2024. Agora, com os irmãos concorrendo ao mesmo cargo, deputado federal, conseguirão ampliar suas votações ou acabarão disputando parte do mesmo eleitorado?
- Natan da Carroceria já foi candidato a deputado estadual, em 2010, quando conseguiu 4.816 votos na Bahia, 4.093 deles em Vitória da Conquista. Na eleição para vereador de 2024, ficou com 1.505. A candidatura de agora é para marcar terreno político ou ele realmente acredita numa eleição para deputado federal?
- E Kiribamba? Segundo suplente do União Brasil em 2024, com 1.716 votos, deixou o partido e foi para o Avante para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Qual é a estratégia por trás dessa decisão: escada política ou kamikaze?
- Por falar em kamikaze, a lealdade de Diogo ao deputado Tiago Correia, em nome de quem rompeu com a prefeita Sheila Lemos, vai levá-lo a mais ou menos votos do que os 6.017 que recebeu para vereador em 2024?
- Consta que Delegada Gabriela estava com tudo encaminhado para apoiar um candidato local a deputado estadual e a reeleição do deputado federal Bacelar, presidente do partido dela. No fim, saiu ela própria candidata a deputada federal e passou a apoiar Rosemberg, que teve apenas 524 votos em Vitória da Conquista em 2022. Qual é a meta de futuro da candidatura da atuante vereadora?
- O bom Capitão Vasconcelos, um quadro da direita que honra a democracia, disputou uma vaga de deputado estadual em 2022 e agora concorre a deputado federal. Naquela eleição, teve 3.495 votos na Bahia, apenas 1.419 em Vitória da Conquista. Como encara a hipótese de ficar na casa dos 4 mil ou 5 mil votos na cidade?
- Fabrício reuniu cinco vereadores, além da ex-candidata a prefeita Lúcia Rocha, em sua caminhada pela reeleição. Em 2022, teve 11.315 votos em Vitória da Conquista. Esse conjunto de apoios é suficiente para levá-lo aos 22.630 votos necessários para dobrar aquela votação, como apostam correligionários?
- Por falar em apostas, há quem diga que Quinho terá uma votação próxima à de nomes locais fortes como Wagner Alves e Doutora Lara. Se esse desempenho se confirmar nas urnas, o que ele representará para o projeto político de Quinho em 2028?
- A guerra que Tiago provocou no ambiente sheilista, que custou o mandato de Diogo Azevêdo e alterou os planos relacionados à candidatura de Wagner, pode terminar numa vitória de Pirro, o famoso tiro no pé?
- Por que será que algumas pessoas, candidatas ou não, insistem nessa falácia da escolha entre nativos e forasteiros, se todo candidato daqui também vira “forasteiro” quando busca votos em outras cidades, única forma de ampliar suas chances de eleição?
- Quando você vê a “mistureba”, com candidatos de direita, esquerda e centro, de dentro e de fora, nos mesmos santinhos, adesivos e caminhadas, ainda tem coragem de brigar por causa de partido e de político?
- Por fim, Vitória da Conquista elege os mesmos dois deputados estaduais e o mesmo deputado federal desde 2010: Fabrício, Zé Raimundo e Waldenor. A representação local permanece concentrada nesses três nomes há quatro eleições gerais. O voto útil pode ajudar a ampliar essa representação ou tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes?



