Conselho de Ética da Câmara tem 40 dias para decidir sobre cassação do mandato de Lúcio

Conselho de Ética da Câmara tem 40 dias para decidir sobre cassação do mandato de Lúcio
Lúcio Vieira Lima
O deputado Lúcio Vieira Lima teve 3.949 votos em Conquista na eleição passada

No mesmo dia em que o prefeito Herzem Gusmão foi a Brasília para, segundo o mesmo, se encontrar com o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) e com ele tentar viabilizar o aumento do teto financeiro da Saúde Plena para o município, o Conselho de Ética da Câmara decidiu dar continuidade ao processo de cassação do deputado emedebista. O pedido de cassação foi feito pelo PSOL e pela REDE e havia sido parcialmente acolhido pelo relator Hiran Gonçalves (PP-RR) – na reunião de hoje o relator incorporou a denúncia das malas de dinheiro. Lúcio – que teve 3.949 votos em Conquista na eleição passada – é investigado pela Polícia Federal por crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e ameaça. Ele terá dez dias para apresentar sua defesa. O irmão dele, Geddel Vieira Lima, está preso na penitenciária da Papuda (DF), depois que a PF encontrou malas e caixas com R$ 51 milhões em um apartamento mantido por ele. O dinheiro não foi incluído no processo de cassação der Lúcio.

Inicialmente, o parecer de Hiran Gonçalves pedia que o escopo do processo se limitasse à investigação do desconto indevido de salários de servidores lotados em seu gabinete e o desvio de servidores para atuar em negócios particulares do parlamentar. “Os demais fatos deverão ser, se o caso for, objeto de novo procedimento, uma vez formada definitivamente a culpa do representado, após o curso de ação penal no Supremo Tribunal Federal”, propunha o deputado roraimense em seu documento. Mas, a pressão da maioria fez com que a proposta do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que apresentou voto em separado incluindo a apuração da origem do dinheiro encontrado em Salvador fosse incluída no processo. Marcos Rogério argumentou que o fato mancha a imagem do Parlamento e que a Casa precisa apurar o suposto recebimento de vantagens indevidas.

O relator reclamou que entendeu na pressão dos colegas sinais de prejulgamento e criticou os que pregam a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mas condenam Vieira Lima e lamentou que atualmente no País “a presunção de inocência está se quebrando”. “Salientando que aqui estamos utilizando dois pesos e duas medidas”, afirmou. Na sessão, o advogado de Lúcio Vieira Lima, Eduardo Ramos, reconheceu que a foto das malas com dinheiro pesa contra o parlamentar, mas alegou que ele pode ser cassado “pelo sobrenome”. “É uma foto ligada ao seu irmão”, argumentou o defensor.

(Com texto original de Daiene Cardoso, do Estadão Conteúdo, publicado em Bahia Notícias)

 

3 comentários sobre “Conselho de Ética da Câmara tem 40 dias para decidir sobre cassação do mandato de Lúcio

  1. Tem coisas que nao dá pra aceitar , más nós tínhamos maiores vantagens na época do ” robo más faço “, conquista tá sem politicos de peso no apoio no congresso , então deixa o cara trabalhar !

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