Choveu gelo, mas calor permanece no fim de semana em Conquista. Neste sábado a sensação térmica pode passar de 35 graus
Internautas espalharam imagens de granizo colhido durante a chuva rápida desta tarde em Vitória da Conquista. A novidade empolgou o conquistense e ajudou a refrescar a tarde e o começo da noite, mas o calor deve continuar, principalmente no fim de semana. A previsão é de tenha mínima entre 15 e 17 graus e que a máxima passe de 31, chegando a 26 graus de sensação térmica. Com pouca probabilidade de chuva, segundo os principais institutos de meteorologia. Já o domingo, de acordo com o Climatempo, será um dia mais quente. O accuweather.com prevê que a sensação térmica alcançará os 31 graus. Não deve chover e se acontecer, indicam as previsões, será muito pouco. Também é muito improvável que caia granizo mais uma vez, pelo menos por esses dias.
ALGUMAS CURIOSIDADES
A média de temperatura na data de 5 de janeiro, segundo o Accuweather é 23 graus de máxima e 16 de mínima. No ano passado o calor real chegou a 29 e a mais baixa temperatura ficou em 18 graus. Nos últimos anos choveu 18 vezes na mesma data desta sábado (5 de janeiro). O maior volume foi 18,3 milímetros, em 2016 e a média é de 3,3 mm. Estas são informações do foreca.com fornecidas pelo aplicativo de clima da Microsoft (Windows 10). Segundo o instituto, o dia 5 de fevereiro mais quente foi em 1998, quando chegou a 32 graus reais, e o dia mais frio foi em 2014, quando chegou a 14 graus. O aplicativo fornece informações dos últimos 20 anos.
Como se forma a chuva de granizo?
Renata Costa (Revista Nova Escola)
1º de Outubro de 2009
As gotas de água que se evaporam dos rios, mares e da superfície terrestre, quando chegam às nuvens e encontram temperaturas abaixo de -80°C, viram gelo. Congelado, o vapor de água fica com mais peso do que a nuvem pode aguentar e cai, em forma de pedra de gelo, que chamamos de granizo.
A chuva de granizo, no entanto, não acontece nas regiões polares. O motivo? É que o granizo só se forma em um único tipo de nuvem, a cumulonimbus, também responsável por trovões e relâmpagos. Essa nuvem atinge até 25 km de altitude a partir da linha do Equador. “E ela só aparece nas regiões mais quentes”, explica Mario Festa, professor de Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo. Isso acontece porque ela se forma graças a temperaturas elevadas e alto índice de umidade relativa do ar, mais raro nos países frios.
A ocorrência do granizo, portanto, é mais frequente nas regiões equatoriais, e vai diminuindo gradativamente ao longo das regiões tropicais, extratropicais e temperadas. “Por isso, em algumas épocas do ano é até possível ter chuva de granizo na Escandinávia, mas é raro. Já nos polos, realmente, nunca foi registrada”, diz o professor.
A pedra de gelo tem, em média, 0,5 a 5 centímetros de diâmetro, mas isso pode variar. Nos Estados Unidos, na década de 1970, foi registrado um granizo com 14 centímetros de diâmetro, com 750 gramas.


