Militar da comitiva presidencial preso com drogas na Espanha: Forças Armadas não estão imunes, diz Mourão
Em entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS), nesta quarta-feira de manhã, o vice-presidente da República e presidente em exercício, general Antônio Hamilton Mourão (PRTB), comentou sobre o caso do militar preso em Sevilha, na Espanha, com 29 quilos de cocaína. O militar, um sargento da Aeronáutica, fazia parte da comitiva oficial do presidente Jair Bolsonaro, que está em viagem ao Japão. De acordo com Mourão, o militar é um dos tripulantes que ficaram em Sevilha para aguardar o retorno do presidente, quando embarcaria para fazer o voo de volta para o Brasil.
Segundo o vice-presidente, “quando tem essas viagens, vai uma tripulação que fica no meio do caminho, então quando o presidente voltasse agora do Japão, essa tripulação iria embarcar no avião dele. Então seria Sevilha – Brasil”. Ele disse que o militar fazia parte da tripulação do VC2, o avião “que leva o pessoal de apoio, o tal do escalão avançado, e é onde estava esse camarada”. Para Mourão, o sargento teria feito o que fez por dinheiro, seria uma “mula qualificada”.
“As Forças Armadas não estão imunes a esse flagelo da droga. Isso não é a primeira vez que acontece, seja na Marinha, seja no Exército, seja na Força Aérea”, declarou. Segundo Mourão, o mais importante agora é identificar quais as conexões do militar, pois ele não tomou a atitude de levar os entorpecentes à Espanha sozinho. “Com certeza existem conexões nisso aí”, opinou.
Segundo matéria publicada no site do UOL, ao sair do Palácio do Planalto para almoçar, o vice-presidente disse: “É óbvio que, pela quantidade de droga que o cara estava levando, ele não comprou na esquina e levou, né? Ele estava trabalhando como mula. Uma mula qualificada, vamos colocar assim”. Para ele, a participação de militares em tráfico de drogas é uma “preocupação constante”.
Mourão disse que enfrentou o consumo de drogas nos quartéis desde que era tenente no final da década de 1970 e ressaltou que o militar preso na Espanha será julgado por tráfico internacional de drogas, com “punição bem pesada”.




