A violência contra a mulher é cada vez mais preocupante no Brasil, com destaque para a violência doméstica, que, ao que tudo indica, aumentou durante a pandemia, mesmo que as estatísticas ainda não confirmem. O Brasil é o quinto lugar em feminicídios no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atrás apenas de países como El Salvador, Colômbia, Guatemala e da Rússia.
Em Vitória da Conquista, os registros da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) apontam a gravidade da situação no município. Outro indicador vem da Prefeitura Municipal, que mantém o Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos (Crav), órgão que realizou, em 2020, 1.767 atendimentos a 221 mulheres que foram vítimas de violência. No mesmo período, 208 novas mulheres foram acolhidas. Deste total 115 ainda permanecem em atendimento, segundo a coordenadora de Políticas para Mulheres da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) Dayana Evelinne Andrade.
Com uma equipe multiprofissional, o Crav oferta atendimento interdisciplinar (psicológico, social, jurídico, de orientação e informação) a mulher em situação de violência que for encaminhada pela Rede de Atenção e Proteção ou que procurar o serviço de forma espontânea. O objetivo é incentivar a superação do trauma, reinserção social e apoio jurídico para denúncia de seu agressor.
Em 2020, mesmo com a pandemia, o Crav não parou de atender e incluiu o atendimento remoto (internet ou telefone). “Foi um ano desafiador para toda Rede de Proteção à Mulher e com o Crav não foi diferente. O isolamento nos obrigou a reorganizar nosso acolhimento às mulheres que buscaram nosso serviço”, conta Dayana,
Casa Rosa
Além do Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos, a Prefeitura de Vitória da Conquista iniciou em 2020 a construção da Casa Rosa, unidade acolhimento institucional abrigará mulheres em situação de risco iminente de morte, construída por meio de convênio com o Governo Federal.
“Esse equipamento, que já está com mais de 90% das obra concluídos, será um marco no enfrentamento à violência contra as mulheres que passaram a contar com um local seguro para se manterem distantes de seus agressores. É mais um avanço na consolidação e ampliação da Rede Socioassistencial no município”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento Social Michael Farias.
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