Depois de um segundo semestre 2020 de recuperação e o melhor resultado em sete anos, Vitória da Conquista volta a registrar saldo positivo de empregos com carteira assinada em janeiro. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pela Secretaria de Trabalho, ligada ao Ministério da Economia, o primeiro mês deste ano repete uma tendência que vem de julho, quando foi interrompida a sequência de resultados negativos do primeiro semestre e fechou com saldo positivo de 671 empregos.
Em janeiro, foram 2.100 trabalhadores admitidos e 1.429 desligamentos, com destaque para a indústria, que contratou 551 empregados com carteira assinada e demitiu 252, mantendo 299. Em seguida, veio o comércio: 669 admissões, 521 desligamentos e saldo de 148. Logo depois, o setor de serviços preservou 111 empregos, tendo contratado 612 e dispensado 501.
Nenhum área teve resultado negativo. A construção civil, por exemplo, que em dezembro mandou mais gente embora do que contratou e ficou com saldo de menos 14, em janeiro teve uma reação impressionante e terminou com saldo positivo de 106, depois de assinar a carteira de 248 trabalhadores e ter dispensado 142. O último setor na lista é a agropecuária, que responde por cerca de 1.300 empregos formais no município e foi responsável por 20 novas admissões, dispensou 13 e acabou o mês com resultado positivo de sete empregos mantidos.
Os dados são liberados cerca de 30 dias depois do final do mês referência, mas, a Secretaria de Trabalho (ME) divulgou os números de janeiro apenas na terça-feira (16). E logo um resultado é motivo de comemoração: o setor de serviços continua sua trajetória de recuperação, depois de ter sido o único com resultado negativo nos 12 meses do ano passado com menos 877 empregos. Em dezembro, o setor já havia dado sinal dessa retomada, com saldo positivo de 45 contratos de trabalho mantidos.
Segundo o Caged, em janeiro, Vitória da Conquista estava com 62.970 pessoas empregadas formalmente (a nomenclatura é “estoque”), com carteira assinada, nos chamados grandes grupamentos: Serviços, Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária. O primeiro é o maior empregador do município, com 25.256 empregados. O comércio é o segundo, com 19.273; indústria, 12.337; construção emprega 4.827 e a agropecuária tem 1.278 trabalhadores formais.




