Movimento no Glauber Rocha em julho ficou abaixo dos últimos três meses. Articulação quer aumentar voos para Salvador

Movimento no Glauber Rocha  em julho ficou abaixo dos últimos três meses. Articulação quer aumentar voos para Salvador
Foto: Giorlando Lima

Apesar de ter registrado nos seis primeiros meses deste ano um movimento 40% maior em relação ao primeiro semestre do ano passado, no mês de julho o Aeroporto Glauber Rocha teve uma redução na quantidade de passageiros embarcados e desembarcados comparando com os três meses anteriores (junho, maio e abril). Segundo a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur), foram 38.518 passageiros, ante 30.196 em abril, 40.596 em maio e 42.958 em junho. No total, foram 273.506 pessoas que desceram em Vitória da Conquista ou daqui embarcaram, uma média de 39.073 passageiros por mês.

A tendência é uma maior redução no movimento no aeroporto, que foi inaugurado em 22 de julho de 2019 em meio a polêmicas, brigas de paternidade e factoides (como parecem ter voltado a surgir), diante do anúncio da Azul, a única empresa aérea que faz voos de Vitória da Conquista a Salvador, de que vai suspender a operação e quem quiser ir à capital de avião terá que fazer conexão em Belo Horizonte ou Guarulhos.

Para o empresário do setor de passagens e coordenador do movimento Conquista Quer Voar Mais Alto, José Maria Caires, dono da Maxtour Turismo, a queda no movimento se deve à retirada dos voos da Gol, ao alto preço das passagens aéreas e à sazonalidades do mês de julho. De acordo com ele, a Semana Santa em abril, Dia das Mães em maio e os festejos juninos puxaram os números para cima no trimestre passado. “Nossa média gira em torno de 39.000 passageiros mês, o que nos projeta para 470 mil passageiros em 2023.”

Foto: Giorlando Lima

O empresário explicou que as articulações visando a obtenção de preços mais baixos para as passagens e garantir voo direto de Vitória da Conquista a Salvador não estão restritas a reverter a decisão da Azul. “Tivemos uma reunião no dia 4 de agosto, com a participação de representantes do setor produtivo, Prefeitura e Câmara de Vereadores com o principal executivo da Passaredo e ele foi enfático em dizer que as tarifas da concorrente, quando a companhia operava em Conquista, eram aquém do mercado e que, após a descontinuação do voo, as passagens ficaram exorbitantes”, conta José Mari, e acrescenta que a informação é de que o governo do Estado reluta em conceder subsídios.

Sobre preços de passagens e voos diretos para Salvador, a Gol não se manifestou. A informação nova é de que a Latam pode firmar um acordo comercial (codeshare) com a Passaredo. Por fim, o dono da Maxtour afirma que a razão para a queda no movimento no Glauber Rocha não é a decisão da Azul, mas a retirada dos voos da Gol para Salvador.

José Maria antecipou que na quarta-feira (23) o movimento que busca assegurar aos passageiros conquistenses ir à capital do estado sem pagar os olhos da cara, com passeios indesejados pelos aeroportos de Minas Gerais e de São Paulo, vai se reunir com o secretário do Turismo da Bahia e “tentar fazer do limão uma limonada, trazendo duas companhias para operar no Aeroporto Glauber Rocha”.

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