Todas as fichas em Conquista? | Governador vem à cidade pela 3ª vez em menos de 40 dias. Nova agenda é exclusivamente política

Todas as fichas em Conquista? | Governador vem à cidade pela 3ª vez em menos de 40 dias. Nova agenda é exclusivamente política

Em 2016, após a vitória de Herzem Gusmão (MDB) e o fim de um período de 20 anos do PT governando Vitória da Conquista, a Folha de São Paulo publicou: “A derrota do PT em Vitória da Conquista também representa um revés para o governador da Bahia Rui Costa (PT), que foi derrotado nas quatro maiores cidades da Bahia. No primeiro turno, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) foi reeleito com 74% dos votos. O DEM também venceu em Feira de Santana e Camaçari.”

Naquele ano, o PT também perdia a Prefeitura de Pintadas onde, como em Conquista, o partido esteve 20 anos à frente da administração municipal. Lá, o ciclo começou com a Neusa Cadore, primeira mulher eleita para uma Prefeitura no Bahia, em 1996. Em 2016, a própria Neusa perdeu a eleição para Batista da Farmácia (DEM). Mas, quatro anos depois, o PT recuperou Pintadas, com Valcyr Almeida Rios.

Já em Vitória da Conquista, em 2020, o então governador Rui Costa fez um esforço ainda maior que em 2016 na tentativa de o PT retornar ao poder. As pesquisas apontavam forte tendência de Zé Raimundo derrotar Herzem, que vinha de uma primeira metade de governo bem desgastado. À imprensa, Rui afirmara: “Vamos trabalhar para consolidar a vitória já dada no primeiro turno em Feira e Conquista. Pela primeira vez vamos ter uma oportunidade de mostrar o trabalho em Feira de Santana”.

Mas, como em Feira, o desejo do governador não aconteceu. Zé chegou a vencer no primeiro turno, com uma frente de 2.989 votos. O resultado ativou o modo intensidade na campanha e Rui Costa voltou mais de uma vez à cidade na busca da vitória. Mas, não deu.

Para 2024, o PT e o governador Jerônimo Rodrigues decidiram que não iam esperar a campanha para colocar as fichas na mesa e a aposta em Waldenor Pereira vem aumentando desde que o partido anunciou o nome dele em junho. A jornalista Cíntia Kelly, especialista de política, publicou análise no site BNews em que diz ser uma questão de vida ou morte para o PT ganhar a eleição em Vitória da Conquista. Seria um desafio (uma competição:) para Jerônimo: Rui não conseguiu, ele conseguirá?

E o governador, a cada dia, mostra o quanto quer conseguir o que o antecessor não conseguiu. Veio a Conquista no dia 9 de novembro, aniversário da cidade, e ficou até depois do almoço do sábado, 11. Fez entregas, anúncios e assinou ordens de serviço como gestor e fez reuniões com aliados. Mote: Waldenor. Passados apenas 18 dias, o governador voltou. No dia 27, trouxe junto a ministra da Saúde, Nísia Trindade, que nem precisava ter vindo, pois não fez qualquer entrega que Jerônimo não teria feito sozinho, como já fez: ambulâncias.

Porém, um governador e uma ministra, com Waldenor a tiracolo, como se diz, é mensagem que ninguém pode negar a potência. O governador assinou mais algumas ordens de serviço, visitou obras em hospitais estaduais e, antes de ir embora, mais reunião, com formato e mote diferentes, embora com o mesmo personagem no centro.

As duas visitas já teriam sido bastante para que ficasse demonstrado que, se não é uma questão de vida ou morte para o PT, a eleição em Vitória da Conquista é a grande aposta de Jerônimo. E com o passar do tempo ele só coloca mais fichas. Hoje (4), o diretório estadual do PT postou em suas redes sociais que, 20 dias depois da visita com a ministra, o governador estará de novo cidade. Será no dia 17 deste mês, um domingo, sem agenda institucional, para reunião do diretório estadual. Não está confirmado se vem o time quase completo, com o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa.

O encontro será no Spaço Romma Eventos, no bairro Boa Vista, a partir das 9 da manhã.

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