Eleição em Conquista | Quem está com quem? A movimentação dos partidos visando às eleições de outubro
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, há 30 partidos com filiados em Vitória da Conquista, mas a maior parte tem pouca ou nenhuma atuação antes de a campanha eleitoral começar. Na Câmara de Vereadores, há representantes de dez agremiações: PT e MDB, com quatro vereadores, cada; PCdoB e Podemos, três vereadores; PRD (antigo PTB), dois; Agir (antigo PTC), um; União Brasil (antigo DEM), um; PP, um; PSDB, um e Avante, um. Fora, mas com atuação política no município, ainda podem ser citados Cidadania, PDT, PL, PSB, PSD, Psol, Rede e Solidariedade. A quantidade chega a 18 partidos.
Dentro de exatos 270 dias, em 6 de outubro, todos esses partidos estarão participando de alguma das coligações majoritárias na disputa para o cargo de prefeito. E hoje, como se posicionam diante das pré-candidaturas colocadas?
Para começar, vamos separar os partidos dos próprios pré-candidatos: PT, de Waldenor Pereira; União Brasil, de Sheila Lemos; MDB, de Lúcia Rocha; PDT, de Marcos Adriano; PL, de Washington Rodrigues; PP, de Romilson Filho e Edilson Gusmão. David Salomão, que foi candidato a deputado federal em 2022 pelo Podemos, está sem partido.
O pré-candidato Waldenor Pereira, do PT, anuncia que já tem o apoio de seis partidos – PC do B e PV (formam uma federação), PSD, PSB, Avante e Podemos. A busca é por mais três, que seriam PP e a federação formada por Psol e Rede.
A prefeita Sheila Lemos, do União Brasil, busca sua primeira eleição com a companhia de PRD, Agir, Cidadania e PSDB (também uma federação). Estes estão certos. O Republicanos está mais dentro do que fora do arco de alianças pró-Sheila e ela ainda busca PP, PDT e PL, todos, ainda, no Reage Conquista.
Lúcia Rocha não anunciou quem estará com ela, se ela for candidata. Por enquanto, só o próprio MDB está seguro. Especula-se que a vereadora possa conversar com o PDT. Até agora, nos dois lados ninguém confirma nem nega.
No grupo chamado Reage Conquista estão três partidos e cinco pré-candidatos. Pelo PDT, Marcos Adriano; pelo PL, Washington Rodrigues; pelo PP, Romilson Filho e Edilson Gusmão; e David Salomão ainda sem partido. Não há notícia de que algum dos pré-candidatos tenha recebido manifestação de apoio de outros partidos.
Unidos em uma federação, PSOL e Rede não decidiram como vão caminhar. O BLOG falou com quatro pessoas de proa nos dois partidos, duas de cada, ouvindo que o PSOL estaria esvaziado e que a Rede não tem nomes para uma chapa majoritária, mas forma uma de vereadores. O projeto é eleger um ou dois candidatos pela federação.
Ainda é predominante a proposta de a federação PSOL e Rede apoiar o PT na eleição de prefeito, mas não tem acolhida o apoio a uma chapa com o MDB na cabeça, como hora ou outra veem-se sinais que o governador Jerônimo Rodrigues deixa escapar. O BLOG tentou contato com a presidente do PSOL, Keu Souza, para maiores esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria ela não respondeu.
O Solidariedade, ligado em Vitória da Conquista ao vereador Luciano Gomes, está na mira tanto de Waldenor, quanto de Sheila. Segundo Luciano, partido vai para onde ele for e ele ainda não sabe para onde. Na eleição do ano passado o Solidariedade apoiou Lula para presidente e ACM para governador da Bahia. Hoje tem uma ala independente na Assembleia Legislativa e conversa bem com o governador Jerônimo Rodrigues.
Na conta dos partidos que estão posicionados em relação às pré-candidaturas, onze estão certos de como estarão na campanha propriamente dita, e sete, entre os principais, ainda avaliam. Há pouca ou nenhuma informação sobre os chamados nanicos ou partidos que esperam ser adotados pelos políticos de mandato para entrar no processo. Nem a Mãe de Pantanha, como diria o saudoso Herzem Gusmão, consegue informar onde estarão.
Como foi em 2020
Na eleição de prefeito de 2020, eram 23 os partidos que formavam as coligações dos sete candidatos que disputaram. Alguns, como o PTB e Patriotas, que se fundiram, não existem mais, casos do PSL, que se fundiu com o DEM e formou o União Brasil; o PPL foi incorporado pelo PCdoB; PSC, incorporado pelo Podemos; e Pros, que foi incorporado pelo Solidariedade. O DEM e o PTC mudaram de nomes, passando a se chamar União Brasil e Agir, respectivamente.
Em 2020, Herzem Gusmão, MDB, formou coligação com Republicanos, PTB, Podemos, PMB, PSDB e DEM. Zé Raimundo, PT, com PCdoB, PSB, PL e PDT. A coligação de Romilson teve PP, PTC, Pros / Solidariedade e Cidadania. David Salomão, PRTB e Patriota; Cabo Herling: PSC e PSL; Maris Stella: Rede e Professor Ferdinando, o PSOL.

A foto é da novo modelo de urna eletrônica que funcionará nas eleições de outubro.



