As metas de um jornalista com as dores físicas de um homem vivido e o idealismo de um garoto
Eu me fiz jornalista com os melhores professores, pessoas que me ensinaram a escrever – o que ainda procuro aprender a fazer melhor -, com as pedras do caminho e muito estudo. Nunca foi fácil. Nunca foi ruim. A não ser, hoje, pela dor nas costas que a idade e um abdômen proeminente impõem ao fim de horas de pesquisas e digitação.
Deixei Jacobina bem cedo, na manhã de um sábado, 22 de setembro de 1984. Como a viagem de Jacobina a Vitória da Conquista pede baldeação em Feira de Santana – até hoje é assim -, optei por ficar o fim de semana na cidade e pude ver um show de Gonzaguinha no Clube de Campo Cajueiro. Peguei o Camurujipe na segunda-feira, 24, e na manhã seguinte estava na minha nova terra – a prometida.
Em setembro do ano passado, completei 45 anos de ter sentido pela primeira vez a emoção de entrar em uma redação de jornal – na verdade em uma oficina -, no semanário A Palavra, de minha cidade, e 39 anos de chegado à cidade que escolhi para trabalhar e viver.
Em Vitória da Conquista fiz jornais, revistas, TV, rádio, trabalhei com publicidade, fui quase ator de comerciais, assessor, secretário municipal, empregado, dono, passei perrengue, fiz sucesso, passei perrengue de novo, e estou sobrevivendo.
E embora tenha andado trabalhando fora, em veículos de mídia, governos e campanhas políticas (cidades da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Roraima, Rondônia, Amapá), costumo dizer que, se o meu cordão umbilical está enterrado lá em Jacobina, aqui plantei as artérias do meu coração.
Nos dias atuais eu estou me empenhando para que este BLOG dê certo. É complicado, se os assuntos não forem desastres, tragédias, fofocas e as urgências vencidas que o público se acostumou a ver e a pedir, não apenas nos sites, mas na TV, no rádio e nas redes sociais. Logo, colocarei no ar um videocast, esse ainda mais difícil de tornar realidade. Tem um custo alto e, até agora, apenas dois amigos toparam ajudar. Apesar disso, garanto, vai sair. Já clica e se inscreve no canal.
São metas desse garoto da foto, com 17 anos de idade, ao tirar sua carteira profissional pensando em primeiro lugar em não ser preso por vadiagem pela polícia, depois em juntar contribuições para me aposentar com uma boa remuneração. Qual o quê! Mas esse garoto, que ainda sou eu, não pensa mais em aposentadoria. Parar por força do tempo, da saúde, da invasão de novas tecnologias que poderei não dominar, admito, mas é diferente de aposentadoria. Um idealista não desiste.




Crônica inspiradora, comandante. Sua história contada em capítulos baseados em fatos reais, ideais, vitórias, conquistas e opiniões são boas referências para gerações e merece mais espaço na agenda de trabalho. Sugiro ao amigo jornalista e publicitário passar mais a palavra mais ao cronista. Dar mais oportunidade para as manifestações do coração sobre a cidade, o tempo, a vida e o futuro. Que venham novas safras e lavras nas palavras.