Depois de polêmica, Assembleia indica Paulo Rangel para conselheiro do TCM, por 36 votos a 22

Depois de polêmica, Assembleia indica Paulo Rangel para conselheiro do TCM, por 36 votos a 22

Depois de um dos momentos mais polêmicos da história das indicações da Casa para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, na tarde desta terça-feira (5), o deputado Paulo Rangel (PT) como o nome para a vaga, com 36 votos de 58 possíveis.

Rangel vai ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do conselheiro jornalista Fernando Vita. O suplente de deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) teve 22 votos. Os deputados do PCdoB, Fabrício Falcão, Bobô, Olívia Santana e Zó, se ausentaram da sessão. A deputada Ludmilla Fiscina (PV) não participou por estar de licença médica.

Presidente da Alba, Adolfo Menezes, mostra um voto dado a Rangel

“A Casa do Povo, cujo palácio completa, neste mês, 50 anos, dá mais uma lição de democracia, ao oferecer dois grandes quadros da política baiana à disputa pelo cargo de conselheiro da Corte de Contas dos gestores municipais”, afirmou o presidente da Alba, deputado Adolfo Menezes (PSD), que mediou uma acordo entre os líderes do governo e da oposição, respectivamente os deputados Rosemberg Pinto (PT) e Alan Sanches (UB), de dispensa de formalidades de votação e conduziu a sessão com firmeza, para evitar tumultos e questionamentos.

Com a ida de Rangel para o TCM, a primeira suplente da Federação PT/PCdoB/PV, deputada Neuza Cadore (PT), será efetivada. O segundo suplente, Marcelino Galo (PT), assume a vaga do deputado licenciado Osni Cardoso — atual secretário de Desenvolvimento Rural. 

Paulo Rangel é de barba e cabelos brancos quase escondido no fundo da foto

A indicação da vaga da Assembleia para o TCM este ano envolveu uma polêmica com o PCdoB, de Fabrício, que esperava ser indicado pois teria recebido a garantia do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, principalmente depois que o deputado comunista abriu mão da indicação no processo passado, em favor da esposa de Rui, Aline Peixoto.

O PCdoB reclamou em nota, afirmando que “não somente foi ignorado o acerto em torno da indicação desta vaga, como foi montada uma operação – um verdadeiro rolo compressor – de inviabilização até mesmo da inscrição para a disputa na Assembleia, não permitindo nem o direito democrático do deputado candidatar-se – uma ação absolutamente injustificável, quando se trata de impedir a qualquer custo o protagonismo de um aliado histórico do PT desde 2006, ano em que derrotamos o carlismo na Bahia.”

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