Ano eleitoral em Conquista | Secretário diz que Embasa mente e sobe temperatura no embate entre Prefeitura e empresa

Ano eleitoral em Conquista | Secretário diz que Embasa mente e sobe temperatura no embate entre Prefeitura e empresa

Depois de três anos de uma relação harmoniosa, a Prefeitura de Vitória da Conquista decidiu subir o tom com a Embasa. O problema? Esgoto. Mais especificamente a rede de esgoto que passa na Praça Vítor Brito. A empresa de saneamento divulgou nota esclarecendo o que teria causado problemas recentes no local e obrigado a um trabalho de recomposição da rede, causando transtornos ao trânsito na área.

Segundo a Embasa, quando a rede de drenagem não existe, é insuficiente ou se rompe, a rede de esgoto sofre o impacto. E teria sido isso o que aconteceu na praça Vítor Brito, no início de fevereiro. A rede de drenagem pluvial quebrou e causou o rompimento da rede de esgoto da Embasa, situada alguns metros abaixo, disse a empresa.

“Assim que a Prefeitura Municipal nos informou do dano ao nosso equipamento, entramos com nossas equipes para realizar os reparos de forma emergencial”, destaca Manoel Marques, gerente regional da Embasa. “O serviço foi totalmente finalizado na última semana com a recomposição do trecho e liberação do tráfego de veículos pelo órgão de trânsito da cidade”.

As explicações da Embasa tiraram a Prefeitura do sério, que escalou o secretário de Infraestrutura Urbana, Jackson Yoshiura para responder. E Yoshiura não mediu as palavras. De dedo em riste, se dirigindo ao gerente da Embasa chamou a empresa de mentirosa, não sem antes se desculpar por, “como agente público, vir até vocês para falar de outro agente público”.

Para Jackson, os problemas com a rede de esgoto da Embasa acontecem faça chuva ou faça sol. “A rede de esgoto da Embasa extravasa com frequência. Isso é a ausência de manutenção preventiva. Hoje, vir a público dizer que a responsabilidade disso seria da falta de drenagem é uma irresponsabilidade sem tamanho”, afirmou o secretário.

Com a chuva, as redes da Praça Vítor Brito estouraram. Prefeitura culpa Embasa e ela culpa a Prefeitura

Sobre o problema específico na Praça Vitor Brito, ele foi categórico ao dizer que pode provar que a responsabilidade foi da Embasa. “Então, seu Manoel, não venha a público dizer que a causa deste problema foi a rede de drenagem do município. Nós temos tudo documentado. E hoje, você atribuir essa responsabilidade a gente é muita irresponsabilidade do senhor. É uma mentira muito grande”, enfatizou.

No final, Jackson Yoshiura sinaliza que a questão não é apenas técnica, mas politica, quando menciona o governo do Estado. “A Embasa pode ter toda a estrutura do Estado. O Estado pode ter todo o poder, mas nós temos coragem e nós temos a verdade. Não falte a verdade com Vitória da Conquista. Pare de mentir para a população de vitória da conquista. Realize sua manutenção preventiva e pare de enganar a população”.

Posicionamento de governo

A fala enfática de Jackson Yoshiura não é a primeira. Alguns dias antes, a própria prefeita Sheila Lemos postou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a Embasa trata a cidade com descaso e chega ao ponto de dizer que iria entrar na Justiça. Sheila criticou os cortes que a empresa faz no asfalto para novas ligações de água e também mencionou o caso da Vítor Brito. A prefeita disse que a Embasa é uma empresa poluente. “Os vazamentos na rede da Embasa para o [rio] Verruga fazem parte de uma rotina poluente”, avaliou.

Os vídeos da gestora municipal e do secretário põem fim a uma relação de cortesias que beirava à cumplicidade nos três anos anteriores. A chegada do ano eleitoral, em que os lados devem ficar bem claros, levou a uma reação, iniciada com postagens feitas por pessoas em cargos comissionados contra a desídia Embasa em relação a estragos em vias por obras de ligação ou pelos extravasamentos de esgotos.

Não há como negar que esse problema dos esgotos que extravasam com fezes e urina pelas ruas é muito sério e envergonha a cidade que si diz a melhor da Bahia para se viver.

A Embasa está sentada em um contrato milionário, feito na época do falecido prefeito Herzem Gusmão, que lhe dá prazos longos para uma série de ações necessárias no município, desde a devida assistência à rede de esgotos bem como a extensão do abastecimento de água na zona rural. O problema é que há situações que exigem pressa e se um determinado contrato dá prazo “até” determinado tempo, não significa que só serão feitas as ações no fim desse prazo.

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