Pílulas e venenos: Pesquisa de 1º de abril?; Nonô nem fala em vice; a rua da exposição; e outros assuntos
1º de abril
Na segunda-feira (1º) deve ser divulgada em um site da capital uma pesquisa de intenção de votos que teria sido realizada em Vitória da Conquista esta semana. De acordo com informações no site do TSE, o levantamento não foi contratado por nenhum partido ou pré-candidato, portanto, todos devem estar ansiosos para saber o que deu o levantamento, pois ninguém saberia os números. Será?
Infelizmente, tenho a obrigação dolorosa – e legítima – de duvidar que essa pesquisa realmente tenha sido feita. Resistiria a uma auditagem do sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados? Todos os políticos da Bahia, mais as freiras carmelitas e a mãe de Pantanha, conhecem o histórico de algumas empresas que fazem pesquisas na Bahia, por isso, no dia 1º de abril, desconfiar é a regra. Mesmo para quem acredita que os números lhe sorriem.
O incontestável, porém, quer eu esteja desconfiado ou não, é que a divulgação da pesquisa vai ter grande repercussão. Números corretos ou não – porque é legítimo duvidar – serão muito usados e balançarão estruturas. O bom disso? Virão outras na sequência, com outro tipo de verdade. E quem é que, mesmo desconfiando, não gosta de ver pesquisa na época da eleição?
Quem será vice de Nonô?
Quem conhece Waldenor Pereira, pré-candidato a prefeito de Vitória da Conquista, diz que ele, Nonô, está muito tranquilo com a sua pré-campanha e com os números das pesquisas eleitorais de consumo interno. De acordo com gente muito próxima ao petista, ele considera que todo o planejamento está acontecendo como o esperado, a exemplo do Programa de Governo Participativo (PGP), e não pretende apressar nenhuma etapa, isso inclui a definição do vice ou da vice, um assunto guardado a sete chaves, como se diz.
O que é dado como quase certo é de que será uma mulher.
Chico não agiu a tempo
Eleito pelo antigo PTC, em uma chapa montada por Romilson Filho, que foi candidato a prefeito em 2020 apoiado pelo extinto Grupo Independente, incluindo o PTC, Chico Estrella, ex-goleiro pegador de pênaltis e especialista em pontes fotográficas, está enfrentando dificuldade para se situar na eleição deste ano. O PTC virou Agir, é praticamente inexistente como partido político em Vitória da Conquista e isso criou uma grande dificuldade para Chico, pois não tem gente suficiente para formar uma chapa de vereadores e muito menos uma chapa competitiva.
O PTC teve 11.151 votos em 2020, garantindo o mandato do ex-goleiro, que recebeu 1.572 votos. A expectativa é que Chico Estrella aumente a votação, mas a reeleição dependerá de o Agir chegar perto dos votos da eleição passada. O vereador sabe que essa é uma missão quase impossível, por falta de contingente. Resta bater nas portas de outros partidos da base da prefeita Sheila Lemos, o problema é que elas estão fechadas. ‘Candidato com mandato, não’, é a regra do fim da janela partidária. As notícias são de que União, PP, PL, Republicanos e PSDB, os mais cotados a eleger vereadores do lado da prefeita já disseram não a Chico Estrella. Ainda tem PRD e o recém-agregado PDT, mas, dizem, esses Chico não quer.
Tudo por uma rua
Quando era diretor executivo da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac), na gestão do seu antecessor, Gilmar Oliveira, o atual presidente da instituição, Isaac Silva Figueira, defendia que a exposição agropecuária deveria ser encarada como prioridade também pela gestão municipal, pela representação que o evento teria não apenas para a economia, mas, também, para o lazer da população.
Para Isaac, sem participação significativa da Prefeitura (leia-se: verba), não seria possível realizar a exposição, porque a Coopmac não poderia tomar prejuízo financeiro. Mas, além dessa parte do patrocínio – que acabou sendo fechado esta semana, não se sabe em quais valores – tinha uma reivindicação que vem desde a gestão de Jaymilton Gusmão na Coopmac e de seu primo Herzem na Prefeitura: o asfaltamento da extensão da Rua Leôncio Santos, que passou a existir depois da venda de uma parte do Parque Teopompo de Almeida, separando os lotes comercializados da área de exposições.
Pois Isaac conseguiu. Para ele, o asfaltamento da rua seria uma das condições para a exposição acontecer. A prefeita Sheila Lemos resolveu e a velha e boa exposição de Conquista vai voltar em junho, depois de cinco anos de suspensão.
Foto destaque

Dizia-se que uma foto fala mais que mil palavras. O que dizer desse esforço da vereadora Lúcia Rocha para se encaixar entre Jerônimo e Waldenor?
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