Destaques da eleição de Conquista: duas mulheres; PT sem Guilherme ou Zé na disputa; postulantes a prefeito(a) estreantes
A eleição majoritária de 6 de outubro em Vitória da Conquista deverá ser marcada por alguns aspectos inéditos, a começar pela presença de duas mulheres como candidatas a prefeita.
– Em toda a história, as duas únicas mulheres concorrentes ao cargo participaram de duas eleições distintas, com uma diferença de 34 anos entre os pleitos: Margarida Oliveira, em 1982 (ficou em terceiro lugar), e Maris Stella Novais, em 2016 (ficou em sexto lugar). Com Lúcia Rocha e Sheila Lemos é a primeira vez que duas mulheres disputam cargo mais alto do município, ambas com chances de eleição.
– Ao que tudo indica será a primeira eleição conquistense à Prefeitura com três mulheres e três homens nas chapas, sendo duas mulheres candidatas a prefeita com um homem de vice, e um homem tendo uma mulher de vice. Não se pode dizer que haverá paridade, mas já é um aspecto histórico relevante.
– Outro detalhe interessante é que esta deve ser a primeira vez, desde 1966, que nenhum dos pretendentes disputou antes eleição como candidato a prefeito, já que a prefeita Sheila Lemos (União) foi candidata a vice na chapa de Herzem Gusmão.
– Desde 1988, é a primeira vez – depois de oito eleições seguidas – que o PT apresenta um nome que não seja o do ex-prefeito Guilherme Menezes, que disputou cinco eleições como candidato a prefeito (1992, 1996, 2000, 2008 e 2012) e do deputado Zé Raimundo, que foi candidato a prefeito em 2004, 2016 e 2020.
– Nunca na história Vitória da Conquista teve candidatos à Prefeitura com tantas eleições disputadas, sendo que a prefeita está apenas na sua terceira, tendo sido candidata a deputada federal (2018) e vice-prefeita (2020). Lúcia Rocha (MDB) participou de 11 eleições, sendo oito para vereadora (1992, 1996, 2000, 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020) e três para deputada estadual (2010, 2018 e 2022). Waldenor Pereira (PT) disputou para vereador (1988), deputado estadual (2002 e 2006) e deputado federal (2010, 2014, 2018 e 2022).
– Se o cenário atual continuar como está, será, também, a primeira eleição com somente três candidatos, desde que Vitória da Conquista passou a ter dois turnos. Antes, tomando como referência os últimos 40 anos – período em que aconteceram nove eleições -, houve outras três disputas com apenas duas candidaturas, em 1988 e 2008.

| ANO DA ELEIÇÃO | CANDIDATOS |
| 1988 | Murilo Mármore (PMDB), Sebastião Castro (PDT) e Walter Pires (PT), |
| 1992 | José Pedral Sampaio (PSB), Raul Ferraz (PMDB), Guilherme Menezes (PV) e Toninho Cruzes (PDC) |
| 1996 | Guilherme Menezes (PT), Murilo Mármore (PL), Yvonilton Gonçalves/Vonca (PPB) e Tarcísio Luís Matos de Almeida (PCdoB) |
| 2000 | Guilherme Menezes (PT), Coriolano Sales (PMDB), Yvonilton Gonçalves/Vonca (PPB) e Juvenalito Gusmão (PFL) |
| 2004 | Zé Raimundo (PT), Coriolano Sales (PFL), Milson José Leite de Oliveira/Tico (PSDC) e Ferdinand Martins (PSTU) – teve os votos anulados pelo indeferimento final da candidatura) |
| 2008 | Guilherme Menezes (PT), Herzem Gusmão (PSDB) e Esmeraldino Correia (PDT) |
| 2012 | Guilherme Menezes (PT), Herzem Gusmão (PMDB), Abel Rebouças (PDT), Edigar Evangelista/Mão Branca (PV) e Élquisson Soares (PPS) |
| 2016 | Herzem Gusmão (PMDB), Zé Raimundo (PT), Arlindo Rebouças (PSDB), Fabrício Falcão (PCdoB), Joás Meira (PSB) e Enoque Matos (PSOL) |
| 2020 | Herzem Gusmão (MDB), Zé Raimundo (PT), David Salomão (PRTB), Romilson Filho (PP), Herling Santos (PSL), Ferdinando Martins (PSOL) e Maris Stella Schiavo (Rede) |


