Governador Jerônimo volta a falar da política de Vitória da Conquista e confunde ainda mais o cenário
Em entrevista, ontem (15), ao podcast PodZé, com o apresentador Zé Eduardo (Bocão), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) quis esclarecer e só confundiu um pouco mais o cenário político em Vitória da Conquista.
Na conversa com Zé Eduardo e equipe, ele disse que PT e MDB, dos pré-candidatos Waldenor Pereira e Lúcia Rocha, têm um acordo em que aquele que estiver à frente das pesquisas de intenção de voto será o cabeça de chapa.
“Em Conquista tem um pacto, tem um acordo nosso. Nós temos dois nomes, que eu posso dizer que são meus nomes, o nome de Waldenor Pereira, e da Lúcia, que é MDB, e os dois estão no páreo. A Lúcia, na última pesquisa está na frente, poucos pontos, mas está na frente. Então, qual é o acordo? O acordo é a gente poder combinar que quem estiver na frente, que assuma a cabeça”, explicou o governador.
Por que, ao invés de esclarecer, Jerônimo confundiu, e a quem confunde?
O governador havia dito que até março daria uma definição de como ficaria a situação do grupo governista em Conquista. Março passou e abril chega à segunda metade, com Jerônimo dizendo que uma pesquisa vai resolver tudo. O problema é: quando? Pesquisas são feitas todo mês, quase toda quinzena. É isso que confunde.
E confunde não só os diretamente envolvidos, os pré-candidatos, os políticos, confunde também a imprensa e confunde, principalmente, o eleitor. As pesquisa mostram que cerca de 60% dos eleitores conquistenses dizem, espontaneamente, já ter um candidato em quem querem votar. Quando são apresentados aos nomes dos pré-candidatos, a dúvida cai para perto de 10%.
Ou seja, quem responde às pesquisas dizendo que vota em Lúcia ou Waldenor acaba sendo impactado com falas como essa do governador da Bahia. Quer dizer que a vontade dessas pessoas compõe apenas uma hipótese na cabeça do homem decidirá que elas poderão votar em um(a) e não em outro(a)?
Por outro lado, a fala em si, não é clara. Assim como pode ser interpretada como sendo uma declaração de que há um pacto, também pode ser entendido que o acordo é fazer um pacto. Na frase, “o acordo é a gente poder combinar que quem estiver na frente, que assuma a cabeça”, os tempos verbais devem ser considerados? “O acordo é combinar“. Então, ainda não combinou? “Quem estiver na frente, que assuma a cabeça”. Que assuma, e não ‘assume’.
Só para constar: em Vitória da Conquista nunca aconteceu isso.


