Mostra a fita, AtlasIntel! Será que amanhã sai a pesquisa, ou o gato comeu?

Mostra a fita, AtlasIntel! Será que amanhã sai a pesquisa, ou o gato comeu?

Quem votava em Vitória da Conquista em 2004, deve se lembrar da dramática eleição de prefeito e do episódio que teria sido o responsável pela virada na disputa entre Zé Raimundo (PT) e o falecido deputado Coriolano Sales, que estava no PMDB.

Conta-se que, em um evento de campanha do PT na zona rural, pessoas ligadas a Cori teriam filmado algo que comprometeria Zé Raimundo. Mas, antes que a fita com a gravação chegasse à cidade, a campanha petista conseguiu pegar o objeto e, claro, escondê-lo. Há muitas versões sobre o conteúdo da filmagem, alguns escabrosos.

Para encurtar, o material nunca veio a público, levando o marketing de Cori a questionar no rádio, na TV, nos carros de som, nos botecos, nas igrejas, no comércio e nas quebradas, o paradeiro do objeto, com um bordão criado para a ocasião: “Mostra a fita, Zé”. A resposta, pintada de malícia e preconceito – e dizem que espontânea – foi as pessoas que apoiavam o petista começarem a usar e a mostrar uma fita de certa cor amarrada no punho.

Essa história à parte, a frase foi lembrada nos últimos dias, diante do atraso (ou desistência) da divulgação da pesquisa AtlasIntel registrada na Justiça Eleitoral pelo jornal A Tarde, e que deveria ter sido publicada há uma semana, no dia 2, e ninguém sabe por qual razão está guardada a sete chaves (ou enterrada a sete palmos).

Mostra a fita, AtlasIntel! O povo quer ver a pesquisa, mesmo sabendo que, iniciado no dia 23 de agosto, 18 dias atrás, portanto, o levantamento não tem valor como registro do momento da eleição.

O gato comeu

Na eleição de 2016, algo parecido aconteceu. A Justiça Eleitoral recebeu registro de uma pesquisa que seria realizada pelo Instituto Veritá, paga pelo mesmo. Na data informada para divulgação, 25 de outubro, nenhum partido ou meio de comunicação publicou os resultados, situação que permanece igual até hoje. Na época, escrevi: “O silêncio questionável do instituto (que terá feito – se fez – a sua primeira pesquisa no estado aqui em Conquista), autoriza todas as ilações.”

O escrito em 2016 vale para AtlasIntel e A Tarde, agora. Para serem corretos não deveriam publicar os resultados da velha pesquisa. Mas, esperemos para amanhã, oito dias depois do previsto. Foi assim em Itabuna. Lá, levantamento que o instituto e o jornal da capital assumiram deveria ser conhecido no dia 8 de agosto só foi apresentado no dia 16.

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