Candidatos à Prefeitura de Conquista informam despesas de R$ 2,3 milhões. Veja quem gastou mais e no quê

Candidatos à Prefeitura de Conquista informam despesas de R$ 2,3 milhões. Veja quem gastou mais e no quê

Até agora, os quatros candidatos a prefeito de Vitória da Conquista já gastaram R$ 2.321.462,93 em despesas de campanha. Os números estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e podem ser consultados por qualquer pessoa. Os candidatos garantem que as despesas informadas são os gastos reais de suas campanhas.

Quem mais gastou foi a candidata do MDB, Lúcia Rocha. Até a prestação de contas parcial feita no dia 14, ela informa ter comprometido R$ 849.750,00 em contratações de serviços. O valor corresponde a 99,97% do que Lúcia recebeu do fundo eleitoral, enviado pelo partido dela, e é apenas R$ 7.176,65 menos que o teto de gastos permitido pela lei, que é R$ 856.926,65. Isso significa que a candidata já usou, praticamente, tudo o que tinha direito.

Logo depois de Lúcia, quem mais teve despesa foi Sheila Lemos, do União Brasil. A atual prefeita já comprometeu R$ 727.939,95, 90,94% dos R$ 800.416,00 arrecadados, sendo R$ 734.600,00 de fundo eleitoral. O gasto de Sheila equivale a 85% do limite de gastos autorizado. Pelas contas apresentadas à Justiça Eleitoral, ela ainda pode gastar mais R$ 128.986,70.

Waldenor declarou ter gasto R$ 638.536,10. Como recebeu contribuições no total de R$ 643.989,38, dos quais R$ 618.439,38 de fundo eleitoral, ele já consumiu 99% da arrecadação. Para chegar ao limite de gastos, o candidato do PT pode fazer despesas no valor de R$ 218.390,55.

O candidato do Avante à Prefeitura de Vitória da Conquista, Marcos Adriano, informou ter gasto R$ 105.236,88. Como sua prestação de contas registram receitas de R$ 96.500,00, das quais R$ 73 mil oriundas de recursos próprios, ele está em uma situação deficitária, pois suas despesas superam as receitas. Para atingir o limite de gastos, Marcos Adriano teria que gastar mais R$ 751.689,80.

COMO DINHEIRO FOI GASTO

O dinheiro gasto por Lúcia Rocha foi quase todo para despesas com o marketing. De acordo com sua prestação de contas, ela pagou R$ 500 mil à empresa Move On Filmes, de Salvador, para produção dos programas de rádio, televisão da campanha e pela locação dos equipamentos de filmagem. Outros R$ 120 mil ela usou para contratar pessoal para a campanha, por meio da empresa Limserve. Com adesivos e santinhos foram R$ 99.300,00, e R$ 130.400,00 com serviços advocatícios e contábeis.

Pelas contas de Sheila Lemos ela gastou os maiores valores também com marketing e propaganda. A produtora Pavê Filmes recebeu R$ 180 mil pela locação do estúdio para os programas de televisão. A Batuki Produções ficou com R$ 100 mil para a produção de áudio. Com o pessoal de criação, apresentação e reportagem, a campanha de Sheila declarou despesas de R$ 56.800,00.

Com marketing digital e redes sociais foram usados R$ 45 mil. Com advogados, foram gastos, até o dia 14, R$ 130 mil, além de R$ 20 mil com contabilidade. A conta com produção e distribuição de material gráfico, incluindo pessoal, ficou em R$ 75.232,00 (produção) e R$ 22.500,00 (distribuição). As contas também mostram que assessorias e coordenações consumiram R$ 22.500,00; locação de carros e de imóveis R$ 24.516,00, além de R$ 11.970,00 com combustíveis para veículos. O restante são despesas diversas, como hospedagem de site, camisas para campanha e tarifas bancárias.

Pela prestação de contas à Justiça Eleitoral, Waldenor também usou a maior parte dos recursos que recebeu com o marketing: R$ 150 mil para agência Ative Gestão de Conteúdo e R$ 100 mil para a DMTZ, responsável pela produção dos programas eleitorais da TV. A Prospect Pesquisa recebeu R$ 25.000,00 pela elaboração e acompanhamento de mapas de mídia. O impulsionamento de conteúdos via Internet custou R$ 40.400,00.

Às despesas com a produção do conteúdo da campanha do PT se somaram R$ 13.920,00, pelo envio de programas para emissoras de TV, R$ 10.000,00 para a intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), R$ 5.000,00 com fotografia e R$ 2 mil com produção de jingle. Com advogados e serviços contábeis, foram gastos R$ 106.000,00, e com contratação de pessoal para militância de rua (sic), R$ 68.000,00 por meio da Limserv. As despesas informadas por Waldenor com aluguel de veículos chegam a R$ 57.333,00, e com alugueis de imóveis para estúdios de gravação e comitês, entre outras funções, R$ 25.850,00. Os minitrios usados nas atividades de rua custaram R$ 35 mil. Em baixas estimáveis (espécie de contrapartida, lançada em despesas e receita), as contas de Waldenor registram R$ 15.550,00.

Nas contas de Marcos Adriano, R$ 63.182,00 ele usou para pagar produção de impressos, como santinhos, adesivos e windbanners, tanto para a campanha majoritária como para vereadores. O candidato do Avante declarou ter usado R$ 6.000,00 em impulsionamento de conteúdo no Instagram, pago direto ao Facebook; R$ 4.000,00 em produção e gravação de jingle e R$ 2.160,00 com o envio on-line dos programas de TV. As despesas com pessoal contratado para a campanha de rua somam R$ 10.720,00. Para material gráfico das campanhas dos candidatos a vereador, Marcos Adriano destinou R$ 16.154,00. O candidato lançou R$ 2.000,00 como baixa de estimáveis pelo veículo usado na campanha.

Para ver todos os valores e os nomes completos dos destinatários dos pagamentos, clique no banner abaixo, a seguir selecione o município de Vitória da Conquista, o cargo PREFEITO, clique nas abas de cada candidato e depois role a tela para encontrar a prestação de contas:

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