Censo do IBGE mostra que 74% dos conquistenses são donos de suas residências e quase 85% moram em casas

Censo do IBGE mostra que 74% dos conquistenses são donos de suas residências e quase 85% moram em casas

A maioria dos habitantes de Vitória da Conquista mora em imóvel próprio (já pago, herdado, ganho ou ainda pagando), os demais 26% moram de aluguel, em imóveis cedidos ou emprestados ou em outras condições de ocupação. Os dados do Censo 2022 foram divulgados ontem (12) pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números mostram uma leve variação para menor no caso dos domicílios próprios e crescimento da quantidade de pessoas que moram de aluguel, em comparação com o Censo de 2010, quando 76% dos domicílios pertenciam a algum dos moradores; 16,87% alugadas, 6,46% cedidas e 0,64% em outras condições de ocupação.

FONTE: IBGE (CENSO 2022)

Em fevereiro o IBGE já havia divulgado os resultados do Censo por tipos de domicílio, divididos em casa, casa de vila ou condomínio, apartamento, cortiço, estrutura degradada ou inacabada e maloca. Naquele ano, 104.784, ou 81,18% dos domicílios eram casas; 19.682 apartamentos (15,24%); 3.420 casas de vila ou condomínio (3,42%); 170 cortiços (0,13%); 25 estruturas degradadas ou inacabadas (0.02%).

A soma de casas e casas de vila ou condomínio é de 84,6% (dado que pode ser considerado muito próximo o atual levando em conta que a estimativa de variação proporcional da população foi de 6,24% desde então). Os dados se referem apenas aos domicílios particulares permanentes ocupados, 129.081, 80,45% do total de 160.658.

FONTE: IBGE (CENSO 2022)

RITMO DE VERTICALIZAÇÃO REDUZ

Entre os anos 2005 e 2010, a paisagem de alguns bairros de Vitória da Conquista mudou rapidamente com o surgimento ou aumento de edifícios residenciais com mais de dois pavimentos. O período coincide com a implantação do campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba) na cidade e a transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet) no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), com ampliação da oferta de cursos superiores, e o começo da sua expansão das faculdades privadas na cidade. Também acontece a chegada dos prédios do Minha Casa Minha Vida, levando a moradia vertical para bairros afastados do centro.

Após esse período, Vitória da Conquista continuou a experimentar crescimento da população e da construção de unidades habitacionais, por diversos fatores, em especial a consolidação da cidade como polo de serviços nas áreas de saúde e educação, além dos investimentos públicos em saneamento, urbanismo e mobilidade. Entretanto, a verticalização teve uma redução e os condomínios horizontais passaram a se destacar na cena, inclusive com a ampliação da área urbana e implantação de novos vetores econômicos. Isso, de alguma forma, restabeleceu um perfil de habitação para o conquistense, verificado pelo Censo 2022.

Sobre os números do IBGE e uma indicação de que o conquistense tem aumentado o seu interesse em morar em casas, principalmente em condomínios, o BLOG ouviu o empresário Luciano Bomfim, sócio-diretor da Prates Bomfim, do setor de construção para o mercado imobiliário.

(Foto: Blog do Sena)

Na opinião Luciano Bomfim, a procura por casas teve uma elevação em função da pandemia, porque as pessoas começaram a buscar mais isolamento. “Houve uma migração de apartamentos para casa, principalmente em cidades médias e grandes, com predominância para casas litorâneas ou mesmo nos arredores das cidades”. Para ele, um dos fatores que influenciaram nessa decisão foi o trabalho no estilo home office.

No caso de Vitória da Conquista, Luciano aponta que a preferência por casa vem na esteira do surgimento de uma grande quantidade de loteamentos, populares ou não, que propiciam ao comprador construir sua própria residência, e um exemplo seria o que vem acontecendo na saída para Barra do Choça.

O empresário conta que a sua empresa está atenta a essa demonstração de interesse das pessoas por casas e os lançamento da Prates Bomfim mais recentes estão em 60% de casas e 40% de apartamentos. “Nossos três últimos empreendimentos entregues, foram dois de casas e um de apartamentos. Prevemos para iniciar em 2025 um condomínio de casas e um de villages, ambos populares, e um de apartamentos para a classe média.

Luciano acredita que o interesse por residências em edifícios verticais continuará para um público mais jovem ou com famílias pequenas. “Acho que a tendência de preferência por casas será mantida para famílias. Recém-casados e solteiros continuarão preferindo apartamentos, seja pela manutenção, seja pela segurança”, conclui o empresário.

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