De João Gomes a Mão Branca, passando por Kevi Jonny, Arraiá da Conquista vira festival com mescla de arrocha, sertanejo, piseiro e até forró

De João Gomes a Mão Branca, passando por Kevi Jonny, Arraiá da Conquista vira festival com mescla de arrocha, sertanejo, piseiro e até forró

A prefeita Sheila Lemos (União) prometeu que o Arraiá da Conquista deste ano “será o melhor São João da história”. Mas, as atrações anunciadas na noite desta terça-feira (20), ficaram longe da expectativa e afastaram, definitivamente, o festejo junino oficial de Vitória da Conquista da tradição do forró. Ainda bem que temos os nossos artistas e bandas regionais para manter viva a fogueira do som do forró pé de serra, este sim, o estilo que faz o São João ter a cara do nordestino.

Apesar de não ter dado maior importância a artistas que trabalham com o autêntico forró ou que cheguem perto, com adaptações de outros estilos ao ritmo que o nordestino mais gosta no São João, a mistura proposta deve agradar à maioria dos conquistenses que ficarão na cidade e que irão de qualquer jeito ao Arraiá da Conquista, se não estiverem em Jequié, Ibicuí, Jaguaquara, Amargosa, Feira de Santana…

Os artistas e bandas contratadas, em uma parceria público-privada com a empresa Salvador Produções, a mesma que realiza o Festival de Inverno Bahia, têm o que chamam de “pegada” popular. Os estilos são predominantes sertanejo e arrocha, no que Vitória da Conquista repete o que já acontece em várias cidades baianas, dando o menor espaço ao forró, a musica consagrada que Luiz Gonzaga levou para o Brasil e para o mundo e que tem bons representantes atuais na conta de mais de 100.

Para dar um tom tradicional, os promotores trarão Mastruz Com Leite, de Fortaleza, Ceará, considerada uma das bandas mais forrozeiras do Nordeste, Edigar Mão Branca, nosso conhecido, de Macarani e conquistense de coração, que ficou longe do Arraiá por alguns anos; Rony Barbosa, é de Natuba, na Paraíba, mas é tão conquistense como se aqui tivesse umbigo enterrado e registro de nascimento; e as admiráveis Robertinha, de Ibiassucê, e Larrisa Gomes, de Limeira, distrito conquistense. As duas não fazem só forró, balançam entre arrocha, sertanejo, piseiro, mas não deixam a sanfona e a zambuba caladas.

Mão Branca (Divulgação)
João Gomes (Divulgação)

Os demais tocam em festas de juninas da Bahia e do Nordeste, mas quem disser que fazem forró não entendem de Nordeste e nem de São João. O mais famoso é João Gomes, nascido em Serrita, em Pernambuco, talentoso e carismático, que soube transformar sucessos da música brasileira em um piseiro agradável.

As outras grandes atrações são:

Thiago Aquino, baiano de Feira de Santana; Lauana Prado, de Goiânia (GO); Trio da Huanna, banda nascida em Ibicaraí, que alcançou notável sucesso, especialmente depois de substituir Iza no palco do Festival de Inverno de 2019; Heitor Costa, nascido em Rio Branco, capital do Acre; Kart Love, de Salvador; Kevi Jonny, de Senhor do Bonfim; e Marcynho Sensação, de Pilões, na Paraíba, o único que já estava em uma relação prévia divulgada e tinha também Leonardo e Wesley Safadão, que acabaram fora por causa do valor cobrado.

FOTO DESTAQUE: KEVI JONNY

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