Sheila aumenta presença feminina (que ainda é pouca) no governo, com nova titular da Secom; falta acertar duas secretarias com a base
Com a nomeação de Daniella Oliveira para cuidar da Comunicação, a prefeita Sheila Lemos (União) aumenta a participação feminina no primeiro escalão do seu governo. A nova secretaria vai se juntar a outras três: Ana Cláudia Passos, Meio Ambiente; Geanne Oliveira, Governo; Viviane Ferreira, Política Para Mulheres; e Fernanda Maron, Saúde, além de Ceres Almeida, presidente da Fundação Pública de Saúde, na administração indireta, responsável pelo Hospital Municipal Esaú Matos.
Com a entrada de Daniella, a equipe de Sheila supera 2021, ano que ela teve mais mulheres à frente de secretarias, com Ana Cláudia; Geanne; Tônia Viana Rocha, na Mobilidade Urbana (Semob); e Ramona Cerqueira, na Saúde (SMS).
Em suas participações em eventos da ala de mulheres do seu partido, União Brasil, e em entrevistas, a prefeita tem defendido uma maior participação femininas em cargos públicos, eletivos ou de gestão. Atualmente, considerando a Fundação de Saúde Pública e a Emurc, que são equiparadas a secretarias, são 23 cargos de primeiro escalão. São 18 homens e cinco mulheres, equivalente a 78,26% x 21,74%.
A proporção se altera quando analisados os cargos em comissão, sem incluir secretarias. Nesse grupo as mulheres são 51,5%, em um total aproximado de 270 cargos.
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Há ainda duas secretarias para nomear e a prefeita já disse que fará isso ouvindo os partidos de sua base de apoio. Uma é nova, criada por lei aprovada este ano pela Câmara de Vereadores, a Secretaria Especial de Relações Institucionais (Serin) e a outra é a Semob, que já teve uma mulher à frente na primeira gestão de Sheila. Hoje a secretaria está sendo comandada por Luís Paulo Souza Santos, que acumula a função com a Secretaria de Serviços Públicos (Sesep) e deve operar milagre para administrar seu tempo, já que a Sesep é uma das pastas com mais atribuições na administração. Quem sabe a prefeita não resolva colocar uma mulher para gerir o trânsito e o transporte?
A outra secretaria pede um perfil mais político, de pessoa que tenha vocação (e alguma expertise) para o diálogo com parlamentares dos diversos níveis e com órgãos governamentais estaduais e federais. Se alguém perguntar nos corredores na Casa Rosada da Praça Joaquim Correia, por onde transitam as cabeças coroadas do governo municipal e do grupo sheilista, predominantemente homens, quem pode assumir o cargo, cuja nomeação foi adiada sine die pela prefeita, ouvirá poucos nomes e nenhum de mulher.
Mas, quem tem gabinete na Casa Rosada e comanda o Município é uma mulher, reeleita, crê-se pela comprovação de sua competência. Ela deve ser saber que outra mulher pode fazer um bom trabalho na secretaria ‘com perfil masculino’, como se ouve dizer.
FOTO DESTAQUE: AS CINCO MULHERES DO PRIMEIRO TIME DE GOVERNO SHEILA: DANIELLA, GEANNE, CERES, FERNANDA E ANA CLÁUDIA


