Entrevista exclusiva: Sheila Lemos avalia 6 meses do segundo mandato e diz o que deseja deixar como legado quando sair em 2028

Entrevista exclusiva: Sheila Lemos avalia 6 meses do segundo mandato e diz o que deseja deixar como legado quando sair em 2028

O BLOG DE GIORLANDO LIMA publica a terceira parte da entrevista exclusiva feita com a prefeita Ana Sheila Lemos Andrade, no começo deste mês de julho. Nesta parte, a gestora comenta sobre a diferença entre os seis primeiros meses da gestão anterior e da atual. Segundo Sheila, a primeira diferença veio com a experiência e a confiança adquiridas a partir da eleição, quando a população referendou os quatros anos do seu primeiro governo.

“Hoje é bem diferente. Em 2021 a gente vinha da doença e depois da morte do prefeito Herzem, então era um momento de muitas incertezas, momento em que eu estava à frente de um município grande, como é Vitória da Conquista, com todos os seus obstáculos, suas dificuldades, mas ainda com muitas incertezas pela proximidade com o que acontecera. Estávamos em um tempo de comoção, de uma saudade que ficou, não só para os que tiveram o privilégio de conviver próximo de Herzem, mas para toda a comunidade. A cidade estava em luto, foi um momento triste”, relembra Sheila.

Para ela, com o passar do tempo, o governo se ajustou, apesar da saudade, e a experiência adquirida e a eleição trouxeram para o atual momento uma certeza ainda maior. “Agora, já tendo quatro anos de caminhada, vindo de uma reeleição, com uma votação expressiva de 116.488 votos – a primeira vez que se ganha no primeiro turno, depois que o município passou a ter dois turnos – , vindo com a força do voto do povo, é diferente. A gente chega sabendo que o trabalho que foi realizado nos quatro anos foi aprovado pela população, referendado, através do voto, pelos nossos eleitores”, continua a prefeita.

A vitória no pleito de outubro foi fundamental, em especial, para dar confiança, fez bem para ela, pessoalmente, ressalta Sheila Lemos: “É muito bom ganhar a eleição, já perdi uma e já ganhei duas, então sei o sentimento, que é bem diferente um do outro. Mas ganhar uma eleição como foi essa de 2024 foi muito importante para mim, enquanto pessoa, enquanto política, enquanto mulher, a primeira mulher eleita prefeita de Vitória da Conquista, com aprovação dos eleitores, com a aprovação da população. Então eu marco, deixo meu nome na história desta cidade e isso me deixa muito honrada”.

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O BLOG perguntou se houve alguma coisa que no primeiro mandato a prefeita imaginava que seria bom fazer, quis fazer, mas não pôde, e agora conseguiu fazer ou está fazendo. Sheila explicou que nos seis primeiros meses do governo anterior estava terminando de rodar o Finisa, semelhante ao que acontece agora, com pouco espaço financeiro para variações. Além disso, ela lembra que foram quase três meses de interinidade, mas diz que depois entendeu que qualquer coisa que fizesse deveria servir para ampliar ainda mais a pujança da cidade.

“Nunca achei que nada fosse muito difícil ou impossível. Porém, há uma coisa que eu tenho vontade de fazer e que ainda não consegui fazer, que é prestar o mesmo tipo de assistência que é prestada às crianças e adolescentes vítimas de violência, às mulheres nessa condição também. É meu desejo deixar esse legado. É algo que está no meu planejamento e que eu não consegui ainda, implantar uma ação, incluindo um equipamento nos moldes da casa da mulher brasileira”, conta.

A prefeita relata que iniciou conversas com o Ministério das Mulheres nessa direção, mas a mudança de ministra acabou por interromper o processo. “Quando eu estive em Brasília, na reunião da Frente Nacional dos Prefeitas e Prefeitas, tratei com a ministra Cida Gonçalves e ela gostou da ideia de trazer esse equipamento para Vitória da Conquista, pelo porte da cidade, por tudo que a gente já tem de experiência com a criança e o adolescente, mas, logo depois, a ministra saiu. Quer dizer, acaba voltando para estaca zero, tem que voltar a conversar, agora com a nova ministra, para ver qual é o entendimento dela. Isso ainda é uma ideia minha”, afirma Sheila Lemos.

Com várias obras em andamento, sendo grande parte equipamentos para a área da saúde, incluindo o Serviço Especializado de Atenção à Mulher e à Infância (Seami), em construção no terreno do antigo Clube Social Conquista e apontada por muitos como a obra que teria o potencial de marcar o mandato de Sheila. Mas, ela não pensa assim, e destaca a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Oeste. “Eu não acho que é bem o Seami a obra que vai marcar o meu mandato. Eu acho que é a obra que marcará o mandato é a UPA. É a primeira municipal e há uma grita da população por mais uma, além da que já existe do Estado, ainda mais no lado Oeste da cidade”.

Porém, mesmo enfatizando a importância da UPA, pela localização e tipo de serviço que prestará à população, a prefeita volta a falar da rede de atenção à mulher. “Eu acho que de construção acaba sendo a UPA. No caso do Seami não é bem a construção, o equipamento, é o programa de cuidado. Como disse, eu quero deixar para as mulheres o que já temos em relação à infância, incluindo um serviço como o Complexo de Escuta, cuja concepção e construção física foi iniciada por Herzem e a gente tornou funcional, sendo hoje exemplo para todo o país. Esse projeto eu quero realizar: estruturar para as mulheres uma rede de cuidado como a que temos para a criança e o adolescente. É isto que eu quero fazer. Eu acho que eu preciso fazer isso, uma rede de cuidado para as mulheres”, enfatiza Sheila Lemos.

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