Pílulas & Venenos | Conquista avança ou regride? – O bafejo convincente do poder – Qual Wagner: Alves, Dias, Santos, Dr. Wagner, de Sheila? – Sefin



A CIDADE ANDA OU ESTÁ PARADA?
Em uma dessas pesquisas que a gente ainda pode divulgar antes que o ano eleitoral comece e os registro na Justiça Eleitoral passem a ser obrigatórios, foi incluída uma questão para avaliar qual o sentimento do conquistense em relação ao momento de Vitória da Conquista. E deu para ver que tem gente pessimista com o desenvolvimento da cidade.
O levantamento é do mês passado, e o pesquisador perguntou: Comparando Vitória da Conquista hoje, com o passado, sua opinião é que a cidade está progredindo, está parada ou está indo para trás? O percentual de pessoas que acham que a cidade está parada foi de 15,24%. Para 1,62%, Conquista está andando para trás. A soma de cerca de 18% dos conquistenses que não acredita que a cidade avança, não é desprezível.
A Prefeitura poderia procurar saber o perfil do público que pensa assim, tentar identificar suas razões, afinal, isso pode contribuir para mirar com mais possibilidade de acerto os alvos de investimentos da administração municipal. Nenhum cidade poderá ser a melhor do Brasil se não responder às demandas dos que ainda não se encantaram com a cidade atual. E ainda bem que, no nosso caso, é pouca gente.
Na pesquisa mencionada, 82,42% responderam que a cidade está progredindo e 0,72%, em 1.109 entrevistados, não souberam responder.

O BAFEJO
O personagem da política conquistense na primeira quinzena de agosto foi o marido da prefeita Sheila Lemos (União), o advogado Wagner Santos Alves Dias. Com o surgimento do nome do marido da prefeita como pré-candidato a deputado estadual, surgiu a pergunta: como farão os vereadores ligados a Sheila, se todo mundo já deve ter ligação com um deputado estadual?
Resposta imediata mais comum: ‘Complicado para Wagner’. Quá!, exclamaria a pessoa comum. E os bafejos do poder? As conversas sussurrantes a lembrar afagos pretéritos e vantagens em perspectiva?
Na Câmara de Vereadores, na sessão de quarta-feira (13), um sinal. Determinado vereador havia afirmado ao BLOG que tinha um candidato a deputado estadual escolhido, compromisso do qual não poderia se desfazer, por isso, não haveria chance de acompanhar Wagner no seu projeto de sair do bastidor para a ribalta da Assembleia Legislativa. Porém, não demorou e o vereador retorna para pedir que ficasse em off o que havia dito, porque uma mudança poderia estar a caminho: a prefeita o chamara para uma conversa, tête-à-tête, sobre 2026. Olhos brilhando, dava para ver que fora bafejado do poder.
SEU NOME?
E já que consorte da prefeita conquistense foi mencionado, a coluna percebeu que ele ainda não tem um nome político definido. Até a semana passada, era apenas Wagner. Depois que foi ungido à condição de pré-candidato da prefeita a deputado estadual, seu nome já apareceu com os três sobrenomes (Alves, Dias, Santos), com (cortesia de fãs entusiasmados) o doutor antecedendo ou com o nome da mulher como complemento, a exemplo de Leia de Quinho, Cris da Lúcia Rocha ou Dinho dos Campinhos.
Pré-candidato assumido, Wagner já ensaia sorrisos, falas, roteiros e se prepara uma pré-campanha intensa no município e fora dele, porque, ele sabe, vai ter que correr trecho. Precisa decidir como quer ser conhecido pelo eleitor.

PÍLULAS
A SEFIN, O ATENDIMENTO E A ESCADA
- A Sefin é a Secretaria de Finanças e Execução Orçamentária do município de Vitória da Conquista. Precisei ir lá muitas vezes nos últimos dias. E não tenho outra coisa a dizer, além de elogios, sobre a atenção que os servidores dispensam ao contribuinte, a começar pelo rapaz das senhas que recebe todo mundo com a oferta de água ou café e uma perceptível sensação de que faz aquilo com gentileza sincera, o que parece ser marca dos seus colegas que fazem o mesmo trabalho.
- Nos guichês, o atendimento segue no mesmo diapasão, com dinamismo, clareza de informações, eficiência nos encaminhamentos. Os testemunhos dão conta de que essa prática vai desde o secretário Rodrigo Bulhões, como era com Jonas Sala, seu antecessor.
- Contudo, é preciso pensar na acessibilidade aos primeiro e segundo andares. Se, eventualmente, uma pessoa precisa subir para falar com o secretário ou setores como a fiscalização, onde, a exemplo do andar de baixo, a atenção e a eficiência são definições do serviço prestado, tem que encarar vários degraus de escada. Para quem tem problema de coluna, de joelhos, sobrepeso, ou deficiência motora é um sacrifício que não deveria ser necessário.



